Por Felipe Ribeiro e Bruno Henrique

O sindicato dos professores e funcionários da rede estadual de ensino se reúne neste sábado (26) para debater a contraproposta do governo do estado apresentada na última quinta-feira. De acordo com a entidade, a proposta não atende as expectativas e a próxima semana começará sem aulas. Na reunião de hoje o sindicato define ainda se solicita uma assembleia estadual para avaliação da categoria.

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Foto: Bruno Henrique – Banda B

Em entrevista à Banda B, o secretario de comunicação da APP-Sindicato, Luiz Carlos Paixão, voltou a afirmar que a proposta é insuficiente. “A greve continua, já que praticamente todos os comandos de greve do estado avaliam que essa proposta não é satisfatória. No nosso entendimento, o governo tem como atender a maioria das nossas pautas e é necessário uma maior vontade política para resolver a situação ainda neste mandato”, disse.

Segundo o dirigente sindical, o encontro de hoje serve para fazer um balanço dos três primeiros dias de greve e discutir ações para ampliar a adesão ao movimento. “Hoje tiramos uma  posição oficial sobre a proposta do governo e o comando de greve deve estudar a possibilidade de marcar uma assembleia estadual para que a categoria avalie e decida os rumos da paralisação”, comentou.

Após o encontro da última quinta, a Secretaria da Educação afirmou não ter como cumprir o espaço para a hora atividade de 33% da carga-horária (principal reivindicação) por falta de efetivo, mas se comprometeu em realizar um pagamento adicional ao salário dos professores até dezembro. A partir de janeiro, a reivindicação passaria a ser cumprida. O estado também propôs um novo calendário para quitar progressões e promoções pendentes de professores e funcionários da educação, de maio a fevereiro. O maior entrave, porém, ficou no piso salarial, já que o governo ofereceu 6,5% de reajuste, enquanto a categoria busca 8,32%

De acordo com balanço da Secretaria da Educação divulgado na noite de ontem, 70% das unidades da rede estadual tiveram atendimento parcial, 12% paralisaram totalmente e 18% dos colégios funcionaram normalmente na sexta-feira.