Por Felipe Ribeiro e Danaê Bubalo

Após uma reunião de aproximadamente quatro horas, o sindicato dos professores e funcionários da rede estadual de ensino demonstrava satisfação com o avanço nas negociações com o Governo do Estado, mas a decisão que pode levar ou não ao fim da greve ficou marcada para uma reunião no próximo sábado (26), onde os trabalhadores irão avaliar a proposta. De acordo com a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, a proposta é razoável, mas um entrave no piso salarial pode manter a paralisação que chega ao seu terceiro dia nesta sexta-feira (25).

Foto: Joka Madruga - Divulgação APP-Sindicato

Foto: Joka Madruga – Divulgação APP-Sindicato

“A proposta do governo é razoável, mas é a categoria que irá decidir se continuamos ou não em greve. O nosso impasse ficou em relação ao piso salarial, já que ofereceram apenas 6,5% de reajuste, enquanto buscamos os 8,32%”, disse.

A direção da entidade afirmou que a proposta apresentada ainda é insuficiente, pois não atende reivindicações importantes, mas o sindicato irá submetê-la a avaliação do Comando Estadual de Greve, bem como da categoria. Agora, a direção da APP está convocando o Comando de Greve Estadual para analisar, neste sábado (26), a proposta do governo e avaliar a convocação da assembleia geral da categoria.

Em relação as demais propostas, a Secretaria da Educação afirmou não ter como cumprir o espaço para a hora atividade de 33% da carga-horária, mas se comprometeu em realizar um pagamento adicional até dezembro. A partir de janeiro, a reivindicação passa a ser cumprida. “Reconhecemos a hora-atividade como uma medida importante para educação e como uma questão de governo, por isso estamos fazendo um grande esforço para que ela seja implantada”, disse o secretário de Estado da Educação, Paulo Schmidt.

Por fim, para fazer frente à nova despesa com o pagamento da hora-atividade, o estado propôs um novo calendário de quitar progressões e promoções pendentes de professores e funcionários da educação, de maio a fevereiro.

De acordo com balanço divulgado nesta quinta pelo sindicato, 80% da categoria estava de braços cruzados no segundo dia de greve. O balanço da Secretaria da Educação dizia que 60,1% das 2.149 escolas estaduais tiveram atendimento parcial, 15,92% das unidades da rede paralisaram totalmente as atividades, enquanto 24% dos colégios funcionaram normalmente.

Ainda não está definido o horário e local da assembleia que pode deflagrar o fim da paralisação, mas a expectativa é a de que ocorra ainda no sábado.