Da Redação

O primeiro dia da greve dos trabalhadores dos Correios, que teve em todo o país, já começa a ser sentida pela população do estado do Paraná nesta quarta-feira (18). De acordo com o sindicato que representa a categoria, as principais cidades do estado, como Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu, alem de um grande número de cidades menores, estão parados e pela manhã de hoje pelo menos 90% das cartas não foram entregues no Paraná. Nas agências, não ocorre paralisação.

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Foto: Divulgação

Segundo o sindicato, o prédio central dos Correios não está fechado, mas nos Centros de Distribuição Domicilias, os trabalhadores se mobilizam para impedir que alguns carteiros saiam às ruas.

A categoria reivindica aumento real de 15%, novas contratações, manutenção e melhoria do seu atual plano de saúde, melhores condições de trabalho, redução da jornada dos atendentes comerciais das agências, entre outros. No entanto, até o momento a Empresa só apresentou uma proposta de reajuste salarial de 8% – apenas 0,87% acima da inflação – e nenhuma garantia com relação às outras pautas.

Na avaliação dos trabalhadores, a proposta está bem abaixo do que a categoria necessita e a desculpa de que a ECT não consegue bancar as reivindicações, na verdade, não passa de intransigência. Afinal de contas, os lucros dos Correios já ultrapassou a casa do bilhão de reais e vem crescendo ano a ano.

Legalidade

No início desta semana, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) indeferiu um pedido de liminar da ECT contra a paralisação nacional prevista para o dia 17 de setembro. A Empresa havia pedido a manutenção de 80% das atividades dos Correios, alegando que os serviços prestados são “essenciais”.

O sindicato diz que o pedido negado reafirma a legalidade da paralisação coletiva. “Mais do que isso, greve é um direito dos trabalhadores e está sendo exercido pois a negociação não é mais possível”, afirma o sindicato.