Por Felipe Ribeiro

O sindicato dos professores estaduais estima que 90% dos funcionários das escolas estejam de braços cruzados na tarde desta quarta-feira (23), primeiro dia de greve da educação pública do Paraná. De acordo com a APP-Sindicato, o número exato deve ser divulgado até o final da tarde, mas pelo observado nos atos de todo o estado, a adesão só deve crescer no avançar da paralisação. Também no início da tarde, a Secretaria Estadual da Educação divulgou uma nota dizendo que 76% das escolas não funcionaram ou funcionaram parcialmente pela manhã.

Foto: Juliano Cunha - Banda B

Foto: Juliano Cunha – Banda B

Desde o início da manhã, centenas de professores e funcionários se reúnem em frente ao Palácio Iguaçu para pressionar o Governo do Estado. Segundo a APP, cerca de mil profissionais participaram do ato, além de vários estudantes que foram até o local para demonstrar apoio a mobilização.

A decisão da greve, segundo o sindicato, foi motivada pela lentidão do governo em responder demandas urgentes da categoria, pelo não cumprimento da implementação dos 33% de hora-atividade para o magistério no início do ano letivo de 2014, e pela adoção de medidas que punem a categoria, como os descontos no auxílio-transporte.

Hoje, em entrevista à Banda B, o secretário estadual de Educação, Paulo Schmitt, fez críticas a postura do sindicato e garantiu que o Governo do Paraná fará de tudo para que a paralisação termine o quanto antes. “Desde o início da atual gestão foram várias reuniões, até então conduzidas pelo vice-governador Flávio Arns, e houve vários avanços. Não reconhecer estes avanços eu diria que é assumir uma proposta de quem não teve nenhuma participação ao longo de todo este tempo do processo mais ativo de negociação”, disse.

Na nota divulgada no início da tarde, a Secretaria da Educação diz que 22,34% das 2.100 escolas estaduais paralisaram totalmente as atividades e 53,5% das unidades da rede estadual tiveram atendimento parcial. As restantes, 24%, funcionam normalmente. Pelo Facebook, a APP-Sindicato informou que o líder do governo, deputado Ademar Traiano (PSDB) afirmou que o governador receberá uma comissão às 16 horas.

A Secretaria de Estado da Educação explicou que as escolas estaduais devem ficar abertas para receber os alunos. Os professores que não aderirem à paralisação organizada pelo sindicato da categoria precisam ter condições de trabalhar de forma normal, com presença de qualquer número de alunos, para que possa ser considerada carga horária ofertada ao aluno e cumprida pelo professor. “Os Núcleos Regionais de Educação receberam relatos de que professores que querem trabalhar foram impedidos de entrar nos colégios por manifestantes. Os casos serão apurados pelas ouvidorias dos núcleos”, diz a nota.

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