Por Felipe Ribeiro

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) denunciou nesta quinta-feira (22) a possibilidade de que o Governo do Estado feche dezenas de escolas estaduais em 2016. O tema vem sendo discutido pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, que garante ser contra a medida. A Secretaria da Educação (Seed), por sua vez, diz que está realizando estudos em 71 escolas e que visa “otimizar” serviços.

Alunos.Foto: Hedeson Alves

Foto: AEN

Em entrevista ao radialista Geovane Barreiro, a diretora de Finanças da APP, Marlei Fernandes, disse que o sindicato vem lidando com as informações de fechamentos há aproximadamente um mês, por meio de anúncios regionais. “Para nós qualquer fechamento de escola é um crime e não compreendemos. Hoje ainda temos 35% de pessoas com idade escolar para o ensino médio fora das escolas e temos a promessa que um terço das instituições teriam tempo integral. O governo fica num jogo de diz, mas não diz e não sabemos o que está sendo feito”, disse.

Por sua vez, a superintendente da Educação do Paraná, Fabiana Cristina Campos, negou o fechamento de 150 escolas como chegou a ser apontado pelo sindicato e garantiu que nada está definido. “Estamos fazendo um estudo de reordenamento das nossas escolas, mas o número total é 71. Não é nada definitivo. Estamos consultando a comunidade e vamos encerrar o processo na semana que vem, o objetivo é otimizar os espaços”, afirmou.

Segundo a secretária, os estudos relacionados às 71 escolas se concentram em três frentes. Na área rural seriam 31 escolas que possuem poucos alunos, sendo que em alguns casos são duas escolas em uma mesma cidade. Em 21 prédios o motivo apontado é o aluguel do espaço, no qual os alunos seriam transferidos para prédios públicos. Por fim, prédios ocupados apenas por Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) que seriam mudados para prédios em que o ensino básico ocorreria simultaneamente.

Para Marlei Fernandes, a categoria não acredita que essas medidas irão trazer uma grande economia do governo. “Estamos tomando todas as medidas, iremos convocar as direções estaduais e, se precisar, iremos iniciar lutas e mobilizações. Temos um conjunto de coisas que não procedem nessa medida”, concluiu.

Curitiba

Preliminarmente, três escolas de Curitiba estariam na lista: Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no Água Verde; Colégio Estadual Dom Pedro II, no Batel; e Colégio Estadual Xavier da Silva, no Rebouças. A superintendente Fabiana Campos, porém, negou que pelo menos duas poderiam fechar.

“O Xavier é central, tem dois turnos de funcionamento, demanda e salas ocupadas, então não existe qualquer possibilidade. O Barão tem salas para atender e receber estudantes, então poderia receber dois CEEBJAS. Por fim o Dom Pedro entrou em processo de análise, mas comunidade já se manifestou contrário até pelo processo sociocultural da cidade, nada está definido”, garantiu