Da Redação

Acompanhe em tempo real a movimentação na Alep nesta quarta-feira. A ocupação continua, Choque da PM está em prontidão e sessão deve acontecer fora do plenário:

 

quarta1Plenário está ocupado desde ontem (10) – Foto: Bruno Henrique/Banda B

A sessão desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) está marcada para acontecer, a partir das 14h30, em uma sala no quinto andar do prédio, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. As informações são do colunista Rogério Galindo, da Gazeta do Povo. Apenas a imprensa poderá participar do encontro e os deputados da oposição já anunciaram que irão boicotá-lo.

Neste encontro, de acordo com Galindo, não poderá ser votado o ‘pacotaço’ de Beto Richa, porque a sessão de ontem foi considerada encerrada e os requirementos prejudicados. Com isso, a reapresentação do requerimento de comissão geral só acontecerá na quinta-feira, quando então o projeto poderia ser colocado em pauta.

APP-Sindicato nega reintegração

APP-Sindicato negou que vá ceder ao pedido de reintegração do prédio da Alep feito pela Justiça. Segundo a alegação, o pedido está no nome de pessoa física, e não jurídica, endereçada apenas a membros do sindicato. Com isso, os citados poderão sair do prédio, mas as outras pessoas envolvidas no movimento não deixarão. A notificação oficial aconteceu por volta da 10 horas desta quarta-feira (11). O oficial de justiça Milton Antonio Campos disse que chegou na Alep com a decisão de reintegração às 3h30 da madrugada, mas só às 10 horas conseguiu encontrar o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão. Porém, segundo o oficial, a multa estabelecida pela Justiça de R$ 10 mil por hora à APP já está valendo.

“Cheguei às 3h30 aqui na Assembleia, mas estavam todos dormindo. A ordem foi dada para que eles deixem o prédio e agora cabe a negociação e uma possível intervenção da Polícia Militar”, informou o oficial

notificacaoMomento da notificação da APP sobre reintegração

Reunião de deputados

Por volta das 10 horas começou na Assembleia uma reunião de deputados que representam as lideranças dos partidos. O objetivo é encontrar formas de retomar o plenário e assim votar os projetos do governo com medidas de austeridade.

Os servidores que ocupam o plenário da Alep e acampam por corredores dizem que só sairão do local se o governo retirar da pauta os projetos.

Policiais militares cercam o prédio da Alep a espera de orientação sobre como agir. “Não existe nenhuma orientação para a PM agir. Quando vem um ordem de reintegração normalmente há um tempo entre a determinação e a reintegração propriamente dita. Isso para que neste intervalo haja a negociação. Posso garantir que 90% da PM que está aqui está para proteger a integridade dos servidores”, afirmou o Major Breuner, da PM.

Ocupação

O plenário e alguns corredores da Alep foram ocupados no final da tarde de ontem, no momento em que centenas de servidores derrubaram a cerca do local e invadiram em massa as instalações. Os deputados tiveram que correr para uma sala anexa e ficaram acuados por cerca de 20 minutos, até a Polícia garantir a saída de todos do plenário.

Os servidores passaram a noite no plenário e garantem que só saem se o governo retirar da pauta os projetos que preveem mudanças no funcionalismo. O sistema de ar condicionado foi desligado e o calor é grande dentro do prédio.

Oposição

A bancada de oposição já informou que irá nesta manhã entrar na Justiça contra a votação de comissão geral feita ontem. Por 34 votos a 19 os deputados aprovaram a votação em regime de urgência, o que, segundo a oposição, vai contra o regulamento da Casa.

Comandados pelo deputado Nereu Moura (PMDB), os oposicionistas vão ingressar com um mandado de segurança pedindo a suspensão da sessão de ontem.

Os projetos do governo Richa, o chamado “pacotaço”, prevê, entre outras coisas, a extinção do fundo previdenciário de R$ 8 bilhões da Paraná Previdência. Um acordo feito na noite de segunda-feira com os deputados da base garantiu o recuo do governo em três itens: manutenção do anuênio e do qüinqüênio dos servidores, manutenção do auxílio-transporte mesmo durante férias e licenças, e a permanência do Plano de Desenvolvimento da educação (PDE), nos moldes atuais. Mesmo assim, as mudanças não foram suficientes para convencer a categoria sobre a necessidade da aprovação dos projetos que incluem, segundo os governistas, medidas de austeridade para reequilibrar as contas do estado.