O servidores estaduais do Paraná fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (7) em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, contra a intenção do governo de parcelar a reposição salarial de 6,4% em duas vezes. Os servidores querem também que o reajuste seja de 12,6%, o mesmo aplicado no salário mínimo regional, e que o pagamento seja feito em parcela única.

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De acordo com a presidente APP Sindicato em entrevista à Catve.tv, Marlei Fernandes de Carvalho, a categoria vai para uma reunião com o Governo do Estado neste início de tarde e quer uma resposta positiva. “Sem parcelamento, essa é a palavra de ordem desde o dia 25, quando o governo apresentou para os servidores o parcelamento da data base”, disse.

Segundo Heitor Raimundo, dirigente do Sindicato Estadual dos Servidores Públicos da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins, caso a resposta seja não, a será intensificada. “O que estamos discutindo, dormir aqui um dia, fazer uma vigília, mas não acreditamos que as autoridades possam ser tão insensíveis de sequer repor a data base, isso a gente não admite, isso não deveria ser pauta do movimento sindical”, disse.

Os sindicatos ainda declararam a indignação do funcionalismo estadual com relação ao encaminhamento retirado pelo Executivo, bem como com a política adotada pelo governo Beto Richa, com relação ao funcionalismo público do Estado.Recentemente o líder do governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, anunciou, como resposta de mobilização dos servidores, que o Governo cumpriria a data-base. “Estamos mais uma vez cobrando os compromissos do governo.

A data-base é lei desde 2007 e vem sendo cumprida na sua integralidade depois de muita luta dos servidores. Reposição deve ser realizada sobre o salário base como também sobre as gratificações que integram a remuneração”, afirma Marlei.

O vice-governador e secretário de Educação Flávio Arns disse nesta segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa que ainda não há uma definição sobre o reajuste para o funcionalismo. “Queremos achar um caminho possível para que o pagamento seja feito em apenas uma parcela”, adiantou.

O líder do governo na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), alerta para as restrições impostas pelo Tribunal de Contas nos gastos com pessoal. “É preciso se adequar ao momento para não infringir as normas estabelecidas pelo TC”.

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