Servidores estaduais fazem a partir das 9 horas desta terça-feira (7) uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. O protesto é contra a intenção do governo de parcelar a reposição salarial de 6,4% em duas vezes. Os servidores querem também que o reajuste seja de 12,6%, o mesmo aplicado no salário mínimo regional, e que o pagamento seja feito em parcela única.

A manifestação deve contar com a participação de várias entidades sindicais. Uma comissão formada por representantes do Fórum das entidades será recebida pelo governo e, após a audiência, os servidores seguem em caminhada até à Praça 19 de Dezembro (Praça do Homem Nu). Educadores(as) de todo o Estado participarão do ato. Como o dia não será de paralisação, as escolas devem enviar representantes.

Durante a mobilização, os sindicatos irão declarar publicamente a indignação do funcionalismo estadual com relação ao encaminhamento retirado pelo Executivo, bem como com a política adotada pelo governo Beto Richa, com relação ao funcionalismo público do Estado.

Recentemente o líder do governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, anunciou, como resposta de mobilização dos servidores, que o Governo cumpriria a data-base. “Estamos mais uma vez cobrando os compromissos do governo. A data-base é lei desde 2007 e vem sendo cumprida na sua integralidade depois de muita luta dos servidores. Reposição deve ser realizada sobre o salário base como também sobre as gratificações que integram a remuneração”, afirma a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes.

O vice-governador e secretário de Educação Flávio Arns disse nesta segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa que ainda não há uma definição sobre o reajuste para o funcionalismo. “Queremos achar um caminho possível para que o pagamento seja feito em apenas uma parcela”, adiantou.

O líder do governo na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), alerta para as restrições impostas pelo Tribunal de Contas nos gastos com pessoal. “É preciso se adequar ao momento para não infringir as normas estabelecidas pelo TC”.