Por Redação

Nesta terça-feira, (25) os servidores estaduais da saúde pararam suas atividades, em oito hospitais públicos do Paraná. O movimento denominado #asaúdevaiparar promete ser ainda maior que a paralisação do dia 4 de junho, já que novas unidades aderiram ao movimento, segundo o SindSaúde, sindicato dos servidores estaduais da saúde do Paraná.

Os servidores vão interromper as atividades durante 12 horas. Das 7h até às 19h. Nas unidades de atendimento 24 horas, ao menos 30% dos serviços vão seguir normalmente conforme exige a legislação.Consultas e cirurgias eletivas devem ser reagendadas.

De acordo com o sindicato, as pautas de reivindicação se dividem pela regionais. Em Curitiba, a concentração maior deverá ser no Centro Hospitalar de Reabilitação – CHR. Os servidores da unidade estão fartos do atraso no pagamento do VT. Inaugurado há cinco anos, apenas 60% do CHR funciona. Outras unidades de Curitiba – Hospital Oswaldo Cruz e Hospital do Trabalhador – prometem parar as atividades e se juntar ao pessoal do CHR para dar corpo à manifestação.

Na Lapa, servidores do Hospital Regional São Sebastião, na Lapa também paralisam . O setor de tisiologia está em reforma desde 2011. Porém, há um ano a obra está parada. Atualmente o setor tem funcionado onde era a pediatria do Hospital e por isso as crianças do município precisam buscar atendimento em outros locais. A falta de equipamentos obriga que a maioria dos exames sejam feitos em Curitiba, encarecendo o processo e atrasando cirurgias e atendimentos ambulatoriais.

Em Campo Largo – a parceria entre o Hospital Infantil de Campo Largo – HICL – e o Hospital Pequeno Príncipe não tem cumprido suas metas, segundo SindSaúde. Servidores exigem para que a gestão do Hospital volte a ser 100% pública.

Na cidade de Ponta Grossa, o Hospital Regional de Ponta Grossa, três anos e meio após a sua inauguração, o hospital continua subutilizado, com leitos de UTI fechados e problemas estruturais gerados por erros na construção.

Há ainda a expectativa de que os mesmos locais que paralisaram as atividades no dia 4 de junho parem. São eles: Zona Norte e Zona Sul, de Londrina, HUOP – Cascavel -, Hospital Regional do Sudoeste – Francisco Beltrão -, Hospital Regional do Litoral – Paranaguá-, Hospital Regional de Guaraqueçaba e algumas regionais, como a de Cianorte, Apucarana e Janiópolis.Fora esses, temos certo a paralisação no Centro Hospitalar de Reabilitação – que será sede da concentração dos servidores da saúde da capital, do Hospital do Trabalhador e Hospital Oswaldo Cruz – os dois também da capital. No Hospital Regional de Ponta Grossa, Infantil de Campo Largo e Regional São Sebastião da Lapa.Negociação –

O governo marcou reunião para às 9h desta terça na Secretaria Estadual da Saúde.