A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento apoiou a implantação do Serviços de Inspeção Municipal (SIM) para produtos de origem animal na Região Metropolitana de Curitiba. Seminário promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV) nesta sexta-feira (17) debateu a fiscalização.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, avaliou que são necessárias soluções compartilhadas para atender a pequena agroindústria, que não tem condições de contratar médicos veterinários, mas precisa colocar produtos de qualidade no mercado. “Temos que construir uma solução para avançar na faixa de estabelecimentos que devem atender os requisitos mínimos de higiene e boas práticas e não têm disponibilidade de inspeção e assistência necessária”.

Ortigara afirmou que o SIM deve se tornar equivalente ao Serviço de Inspeção Estadual (SIP) e Serviço de Inspeção Federal (SIF), cujas exigências permitem a distribuição e comercialização dos produtos de origem animal para outras regiões do Estado e do País. “Precisamos contribuir para alargar os horizontes comerciais da pequena indústria”, disse. O modelo de inspeção sanitária a partir do fortalecimento das pequenas agroindústrias levou muitos países da Europa a se tornarem competitivos no mercado mundial.

CONCURSO – Parte das dificuldades no serviço de inspeção sanitária deve ser solucionada com o concurso público para contratação de profissionais pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), vinculada à Secretaria da Agricultura. Em março, o governador Beto Richa autorizou o processo, para preencher 546 vagas para médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos em manejo e meio ambiente, para a Adapar. Segundo Horácio Slongo, representante da Agência no seminário, a empresa conta hoje com 37 médicos veterinários direcionados à inspeção. Com o concurso, devem ser contratados mais 32 profissionais para essa área.

O presidente do CRMV-Paraná, Eliel de Freitas, defendeu a presença de um médico veterinário em todas as fases da produção, industrialização e comércio, para que os produtos sejam comercializados sem risco de danos que possam causar doenças no consumidor. Freitas criticou a ação de algumas empresas que impedem a atuação desses profissionais e também a postura de muitos prefeitos que “pagam pouco e exigem muito dos profissionais”, se isentando de qualquer falta de estrutura, observou. De acordo com o CRMV-Paraná, existem hoje no Estado cerca de 8 mil médicos veterinários e 700 zootecnistas, sendo que 2.500 desses profissionais são responsáveis técnicos por processos de produção e que devem ser aproveitados pelo mercado.

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