Essa semana será decisiva para definir que rumos a negociação do transporte coletivo de Curitiba deve tomar. Até agora, não houve acordo entre patrões e empregados. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 30% nos salários dos motoristas e cobradores, além de aumento de 100% no auxílio alimentação. O Sindicato dos Empregados em Escritório e Manutenção nas Empresas de Transportes de Passageiros de Curitiba e Região Motropolitana pede ainda reajuste de 15% para funcionários de manutenção e administração. Já o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), oferece apenas a reposição da inflação do período, de 6,63%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O impasse atinge diretamente os usuários do transporte coletivo, que convivem com a ameaça iminente de uma greve dos trabalhadores. É certo que o reajuste da tarifa virá, resta saber se o valor que será anunciado pela Urbs será suficiente para impedir a paralisação. Analista dizem que não deve passar de R$ 3,00, o que representaria um aumento de R$ 0,40 sobre os atuais R$ 2,60.

Há ainda a indefinição sobre a manutenção do subsídio do governo do estado para a tarifa e sobre o comportamento dos donos das empresas diante da nova tarifa. Os empresários querem elevar a tarifa para R$ 3,10, valor já descartado pelo prefeito Gustavo Fruet. Analistas já falam na possibilidade de termos uma greve misturada a um locaute – paralisação provocada pelas próprias empresas.

Diante do impasse, uma nova reunião entre empregados, empresários e prefeitura deve ser agendada nos próximos dias. Até lá, a direção do Setransp ficou de se reunir com as empresas para avaliar a pauta de reivindicação dos trabalhadores.

Greve

No ano passado, uma greve de motoristas e cobradores paralisou o transporte coletivo da Capital por dois dias, afetando 2,3 milhões de usuários. Na ocasião, a categoria reivindicava A 40% de reajuste salarial e 100% de aumento no auxílio alimentação. Após mediação da Justiça, eles aceitaram aumento de 10,5% no salário, e de R$ 95,00 no auxílio alimentação, que até então era de R$ 105, além de um abono único de R$ 300 pago em junho.