Por Luiz Henrique de Oliveira

 

“Eles são pequenos, coloridos e apetitosos”. Embora pareça, o médico Mário Cesar Vieira, chefe do setor de gastroenterologia pediátrica do Pequeno Príncipe, não está se referindo a uma bala ‘jujubinha‘. “O problema é que eles fazem muito mal. Nós atendemos por semana quatro casos de crianças que engoliram brinquedos”, disse o doutor, em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (10), véspera do Dia das Crianças.

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(Foto: Ilustrativa)

“O dia delas está chegando e os brinquedos como consequência”, ponderou o médico, que dá detalhes sobre como uma criança pode ser prejudicada depois de engolir um brinquedo. “O objeto pode atingir o aparelho respiratório e digestivo. No primeiro caso, a vítima pode ter obstrução das vias aéreas e até morrer, na segunda, se o brinquedo for tóxico ou pontudo, o problema também pode se tornar sério”, contou Vieira.

O alerta não fica restrito a brinquedos. “Existem as baterias e pilhas de controle remoto, as moedas e os venenos de insetos, aqueles que ficam nos cantos da sala ou cozinha. Uma criança é seduzida por um objeto brilhante e colorido e até uma certa idade não vai ter o discernimento do que pode, ou não, colocar na boca”, orientou.

Questionado sobre qual o local da casa mais perigoso, o médico respondeu na hora. “A cozinha. A criança ali tem inúmeras coisas que podem lhe causar problema, que não fica restrito a ela engolir algo. A vítima pode se queimar com fritura, tomar choques, beber detergente, enfim, é o local em que mais acontecem este tipo de acidentes”, garantiu.

Por fim, Vieira deixou um recado aos pais: “A prevenção de acidente deve ser intensiva, porque quando você menos espera o acidente pode acontecer. Nós temos que correr na frente do que pode acontecer, principalmente na correria do dia a dia, porque depois, os problemas pode ser leves, mas também dramáticos”, concluiu.