Por Redação

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Funcionários prometem parar a partir do dia 18. Foto: Gilson Teixeira

Encomendas e cartas não serão entregues a partir desta quarta-feira (18) em Curitiba e em outras cidades do estado. Funcionários dos Correios optaram pela greve depois de rejeitaram a proposta de reajuste de 5,3%. Os trabalhadores pedem um reajuste de 7,13% no salário, aumento linear de R$ 200 e um reajuste na cesta básica. Na quinta-feira (19) será a vez dos bancários paralisarem as atividades contra a proposta de reajuste do setor patronal. A exemplo das greves anteriores, a paralisação deverá fechar as agências, mas os caixas eletrônicos devem continuar operando.
Os funcionários esperam uma proposta até as 19 horas desta terça-feira (17), quando acontece uma assembleia na Sede do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).

“Só a título de comparação, sem nenhum demérito aos lixeiros, o piso do carteiro de R$ 1004 é menor que o de um lixeiro”, afirmou à Banda B Paulo Roberto dos Santos, diretor de políticas sindicais do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
Atualmente, são 6,8 mil trabalhadores nos Correios no Paraná. “A paralisação, se nada acontecer, começa no próximo dia 18. Isto está praticamente definido”, destacou Santos.

Bancos

Para completar a semana de paralisação, os bancários cruzam os braços a partir de quinta-feira (19). Mais de 300 bancários de bancos públicos e privados da base do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 6,1% de reajuste, e aprovaram, por ampla maioria, indicativo de greve por tempo indeterminado.

Segundo os bancários, a proposta de 6,1% de reajuste sobre os salários e demais verbas não atende as reivindicações da categoria, que tem como prioridades para 2013 o fim das metas abusivas e do assédio moral, a defesa do emprego e a valorização dos salários.

Entre as reivindicações da categoria, estão pedidos de maiores condições de trabalho; reajuste de 11,93% sobre os salários; constituição de um grupo de trabalho para analisar a causa de afastamentos; e maior número de contratações. Além do reajuste, os bancários pedem participação nos lucros e resultados igual a três salários mais R$ 5.553,15, piso salarial de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese) e auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 678 ao mês.