Juliano Cunha/Banda B
A categoria se encontra daqui a pouco com representantes das empresas patronais para a terceira reunião

A greve dos vigilantes não está próxima do fim. É o que acredita o presidente Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, ao afirmar que nenhuma das propostas são boas para os profissionais. “Querem parcelar números pequenos em três vezes, não somos instituição financeira para aceitar parcelamento”, afirma. Daqui a pouco a categoria se encontra com representantes das empresas patronais para a terceira reunião desde o início da greve.

Em frente à Assembleia Legislativa do Paraná os vigilantes se reuniram por volta das 16 horas para protestar contra, segundo eles, a intransigência das empresas. “Escolhemos aqui em frente, afinal, eles não têm contratos milionários com estas empresas?”, ataca João Soares. A manifestação reuniu cerca de cem vigilantes.

Sobre a reunião que acontece em instantes, no centro de Curitiba, o presidente do sindicato não acredita em novidades. “Não sinto que esta reunião seja boa. Acho que a proposta não será diferente das outras”, desconfia o presidente. No entanto, uma fonte da Superintendência Regional do Trabalho informou que esta pode ser a última reunião.

A greve

A greve dos vigilantes continuou nesta terça-feira (4) em Curitiba e região metropolitana. Com isso, assim como na sexta-feira (1º), a maioria das agências bancárias permaneceram fechadas para atendimento externo. No interior, a greve foi encerrada ainda na noite de sexta. Vigilantes de sete dos oito sindicatos que representam a categoria no Paraná decidiram, em assembleia, suspender a paralisação. Os vigilantes da capital e região metropolitana, porém, correspondem a 60% do efetivo no Estado.

“Os trabalhadores do interior aceitaram a proposta construída pela DRT (Delegacia Regional do Trabalho) na sexta-feira. O empresariado concordou, levamos para as assembleias, mas a capital não aprovou”, disse o presidente da Federação dos Vigilantes do Paraná e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares.

Pelo acordo, os vigilantes receberão o adicional de periculosidade de 30%, principal reivindicação da greve, e mais 6,4% de reajuste, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse valor, no entanto, será pago em três parcelas – a primeira em fevereiro, a segunda em junho e a última em outubro.

“Curitiba quer o INPC numa parcela só, um aumento real e mais o vale-alimentação de R$20 (o atual é de R$ 15,50). Aqui a greve continua e o sistema financeiro segue parado caso não surja outra proposta”, afirmou Soares.Segundo o sindicato, o Estado possui 26 mil vigilantes, sendo 12 mil em Curitiba.