Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

Moradores de rua agradecem a ajuda dos amigos (Fotos: Antônio Nascimento – Banda B)

Solidariedade! Apenas isso! Foi o que moveu um grupo de doze amigos, bem-sucedidos profissionalmente, a olhar por aqueles que vivem nas ruas, sem teto e, pior, sem alimento. Há sete meses, uma contadora, um engenheiro e outros profissionais se uniram e, uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, distribuem 200 kits de lanches aos moradores de rua da região central de Curitiba.

Luciane Andrade é uma das organizadoras do grupo. Ela contou que tudo começou pelo aplicativo WhatsApp. “Resolvemos fazer isso e não contamos com ajuda de ninguém, além dos nossos amigos. Nós tiramos do bolso, mas vale a pena, pelo sentimento de gratidão que estas pessoas têm por nós”, descreveu.

Amigos não querem holofotes, apenas ajudar

O engenheiro civil Jackson Luiz Seguro contou como funciona a logística. “Nos juntamos e montamos kit de alimentos, com bolacha, água e achocolatado. Nós distribuímos aqui no Mercado Municipal e também na Praça Tiradentes”, revelou.

Engana-se quem possa pensar, ou até mesmo julgar, que o grupo faz isso para atrair holofotes. A Banda B, por exemplo, só descobriu a ação solidária após a equipe de reportagem ter ido ao Mercado Municipal checar outro caso. Os envolvidos levam a sério o ditado ‘fazer o bem, sem esperar nada em troca’.

“Temos o suficiente para nós e sobra um pouquinho para ajudar os outros. Ver a reação deles não tem preço. O que fazemos para eles é pouco, mas para nós é muito”, descreveu Seguro.

E Para quem está na outra ponta, sofrendo nas ruas, sem teto ou alimento, a ajuda é excepcional. “Para nós é um ato muito bom, porque é um alimento que vem saudável e podemos comer até no outro dia. São mais do que anjos, são a segunda família da gente (sic)”, disse o morador de rua Albino Soares.