Por Juliano Cunha

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Manifestação aconteceu mesmo com chuva (Fotos: Juliano Cunha – Banda B)

“Queremos segurança, queremos segurança”. Foi assim o grito de basta dos moradores do bairro Umbará, em Curitiba, na noite desta sexta-feira (10). A manifestação durou duas horas, mas as lembranças dos assaltos provavelmente serão eternas.

“Não está fácil. Eles querem armas que a gente nem tem em casa e nos humilham. Minha família foi humilhada, meninas são assaltadas, estão sempre armados, não está fácil”, diziam os moradores, que não se importaram com a forte chuva que caia por volta das 20h.

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Crianças também participaram da manifestação (Foto: JC – Banda B)

O local escolhido para o protesto foi a Praça da Santa, na Rua Nicola Pelanda. Jean de Conto, organizador da manifestação, disse que não suporta mais tanta humilhação nos assaltos. “A gente não está mais aguentando viu. É aqui no Umbará e no Ganchinho também. Nós estamos jogados as traças. Em uma semana, foram quase 20 assaltos”, garantiu.

Sônia Wosniak relata um dos momentos que viveu em poder dos bandidos que ameaçavam cortar um dedo da filha dela. “Era de noite e nos renderam. Fecharam todos nós dentro de casa e ameaçaram cortar o dedo da minha filha de onze anos. Minha menina chegou a dar o cofrinho dela para eles irem embora”, descreveu.

A comerciante Rosane Pilato, sem controlar o choro, desabafou nos microfones da Banda B. “Humilharam meu cunhado, minha irmã e uma menina de três anos. Eles trabalham o dia inteiro para os outros. Em que mundo estamos vivendo? Cadê a segurança? Cadê?”, esbravejou.

Ouça a reportagem de Juliano Cunha abaixo:

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A Polícia Militar enviou a seguinte nota sobre o caso:

A Polícia Militar informa, por meio do 13º Batalhão da PM, que o policiamento preventivo e ostensivo está sendo feito diariamente no bairro Umbará diariamente, assim como nos outros bairros de responsabilidade deste batalhão.

Além do trabalho da polícia, cabe aos cidadãos tomar alguns cuidados básicos, tais como não deixar a mostra objetos de valor como celulares e relógios, evitar falar ao telefone quando estiver andando pela rua, ter cuidado ao entrar e sair de estabelecimentos comerciais ou residências, não reagir a assaltos e registrar boletim de ocorrência, que embasa as ações policiais. Para as situações de emergência a PM está à disposição da população por meio do 190.

Além disso, se os comerciantes ou moradores já possuírem características de marginais ou informações como placas de veículos, devem repassar à Policia Civil, que e responsável pela investigação e identificação de suspeitos. A Polícia Militar, por sua vez, vai prosseguir com o patrulhamento na região.