Da Redação

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Sem anúncio oficial, mas com várias mobilizações nas redes sociais, caminhoneiros de todo o país preparam greve para iniciar na próxima segunda-feira (7). Segundo o grupo denominado Comando Nacional dos Transportes (CNT), o grupo não irá negociar com o atual governo e propõe bloqueio nas rodovias para engrossar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O movimento se declara independente de sindicatos e partidos políticos e se organiza através das redes sociais. A página do grupo no Facebook é administrada pelo caminhoneiro Ivar Luiz Schmidt, que aparece em vídeos ao lado de outros grupos que pedem a renúncia de Dilma, como o Vem Pra Rua, Brasil Livre e Revoltados On Line. Inclusive, um dos vídeos de apoio postados na página é do líder do movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri.

Segundo Schmidt, os sindicatos dos caminhoneiros estão legislando contra a categoria. “Eu não sei por quem vocês lutam, nós estamos recebendo mais apoio de sindicatos patronais, que dos autônomos. Como que vocês querem nossa simpatia se não nos apoiam”, questiona em vídeo na página do comando.

Na última quinta-feira, o senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) manifestou apoio aos caminhoneiros. Em pronunciamento na tribuna do Senado, ele comentou que os caminhoneiros pedem a renúncia da presidente Dilma, o que, a seu ver, revela o grau de insatisfação da categoria com o governo. “Compreendemos as razões desse pleito, a renúncia da presidente. Não querem mais tratar do assunto com o atual governo. Veja o clima, o cenário de insatisfação e inconformismo que toma conta dos caminhoneiros brasileiros. Está muito difícil, segundo eles afirmam, continuar nessa atividade. Enfim, que o governo tome providências para evitar prejuízos ainda maiores”, afirmou.

Em fevereiro deste ano, os caminhoneiros fizeram uma paralisação para protestar contra o valor do frete. As paralisações resultaram na sanção da lei da Lei dos Caminhoneiros.

Notícia Relacionada:

Boato que vai faltar combustível se espalha; Petrobras admite queda, mas nega desabastecimento