Sindicato Vigilantes
Categoria já parou por 24 horas no dia 14 de janeiro

Os vigilantes do Paraná cruzam os braços por tempo indeterminado a partir de amanhã (1º) e as agências bancárias podem ter o funcionamento afetado. De acordo com João Soares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, com a paralisação da categoria as agências bancárias não vão abrir. “Sem sombra de dúvidas o setor financeiro será afetado por causa da lei”, disse em entrevista à Banda B. A Lei Federal 7.102 determina que para o funcionamento de uma agência bancária deve haver, obrigatoriamente, a presença de no mínimo dois vigilantes.

No dia 14 de janeiro, os vigilantes entraram em em greve e a maioria das agências bancárias de Curitiba e região ficaram fechadas. Eles retornaram ao trabalho no dia seguinte.

Os trabalhadores reivindicam um adicional de periculosidade de 30% no salário, assegurado pela Lei Federal 12.740, sancionada no fim do ano passado, que ainda não é paga pelos patrões. Hoje, 15% são pago para categoria. No último dia 22, segundo o presidente, houve reunião entre os vigilantes e empresários que propuseram um reajuste da concessão de 14,22% para completar o adicional de periculosidade para todos os vigilantes, mas em contrapartida eles manteriam o piso salarial do ano passado, sem reajuste. “Esta proposta foi negada pelos trabalhadores e outras também. Eles querem dar com uma mão e tirar com a outra. Querem repor o aumento tirando alguma coisa”, alega Soares.

Ainda, segundo presidente, os vigilantes dos transportes de valores também devem parar. “Eles têm diferenças a ser pagos pelas empresas que também estão se negando a pagar”, conta.

Do total de 26 mil de vigilantes, cerca de 40% trabalham em agências bancárias, detalha o sindicato. O tempo de greve é indeterminado e a expectativa do sindicato é que esta paralisação seja um das maiores já enfrentados pelo Paraná.