Por Felipe Ribeiro

Sem acordo após dois dias de audiência, a definição do dissídio coletivo de motoristas e cobradores de ônibus foi adiada para o dia 19 de fevereiro, ou seja, depois do carnaval. De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho, a audiência desta sexta-feira (6) definiu que se não houver acordo entre Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) e Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) no dia 19, as empresas terão 48 horas para apresentarem uma defesa à pauta dos trabalhadores.

Foto: Divulgação TRT

Foto: Divulgação TRT

Ainda segundo o TRT, todos os envolvidos no transporte coletivo irão se encontrar no próximo dia 12 para discutir as cláusulas econômicas e se tentar chegar a um acordo. Segundo o Sindimoc, as indefinições estão relacionadas ao pagamento de salários, vale-alimentação e assistência médica.

O Ministério Público do Trabalho ainda cobrou o Sindimoc a garantia do serviço essencial em eventual paralisação.

Pagamento

Sobre os pagamentos que ainda não haviam sido feitos às empresas metropolitanas, as empresas irão depositar os R$ 5 milhões referentes aos salários ao Fundo de Garantia até segunda-feira (9), restando R$ 1,14 milhões do vale-alimentação. O dinheiro foi repassado para uma conta judicial e deve cair ainda hoje na conta dos trabalhadores.

A Setransp chegou a sugerir que a Urbs cobrisse a diferença com dinheiro arrecadado na região metropolitana, mas o presidente Roberto Gregório disse que desde janeiro a autarquia municipal não possui contrato com as empresas de fora de Curitiba.