O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, mostrou as ações do Governo do Paraná para melhorar o escoamento da safra, em reunião nesta sexta-feira (19) com lideranças de agricultores do Sudoeste do Estado. Ele explicou que nos últimos dois anos o governo estadual reverteu o processo de estagnação que se encontrava a infraestrutura das estradas e do Porto de Paranaguá.

No encontro, em Pato Branco, lideranças e empresários do agronegócio criticaram o governo federal por o Paraná ser preterido em relação a outros estados e não receber o mesmo volume de recursos federais para investimentos em infraestrutura.

O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, disse que o Governo do Paraná está investindo cerca de R$ 320 milhões em obras e projetos no porto de Paranaguá. Medidas simples, como o sistema Carga Online, têm reduzido o tempo de espera dos caminhoneiros que vão embarcar grãos no terminal e evitado a formação de filas nas estradas.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, avaliou que os produtores rurais têm investido em tecnologia e capacitação, mas o governo federal não está investindo na infraestrutura no Paraná. Para o empresário, o que o governo do Paraná pode fazer já foi feito, principalmente com as obras de dragagem no porto. “Estamos esquecidos pelos investimentos federais que não têm dado a contribuição de acordo com a resposta da produção agrícola desse Estado”, criticou.

INVESTIMENTOS – O Paraná deve colher este ano quase R$ 38 milhões de toneladas de grãos. “Infelizmente se gasta quatro vezes mais que o concorrente argentino ou norte-americano para escoar a safra agrícola, perdendo em produtividade”, ressaltou Ortigara.

A política de investimentos do governador Beto Richa parte da preocupação em minimizar os custos de transporte aos produtores, fazendo com que sobre mais renda e mais emprego no campo. “O governador está adotando uma política mais agressiva e está ajudando os prefeitos na manutenção das estradas rurais, que não é de responsabilidade do governo do Estado”, lembrou Ortigara.

Desde o ano passado, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento repassa recursos às prefeituras para compra de óleo diesel para que os prefeitos possam fazer as obras mínimas de readequação de estradas rurais. “São 110 mil quilômetros de estradas em áreas rurais que não tinham qualquer tipo de manutenção e agora passam a ter”, lembrou Ortigara.

No ano passado foram liberados R$ 5,65 milhões às prefeituras e a previsão para esse ano é liberar mais R$ 8 milhões. O programa Caminho das Pedras, de calçamento com pedras em trechos de estradas mais danificadas, é coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística. Está prevista a aplicação de cerca de R$ 130 milhões no calçamento de estradas em todo o Estado.

Outra ação para melhorar a infraestrutura nos municípios são as Patrulhas do Campo, que libera um conjunto de 13 máquinas e equipamentos aos consórcios municipais, para obras de adequação e levantamento do leito de estradas rurais, de acordo com as técnicas de conservação de solos e água nas propriedades.

Também participaram da reunião o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, o prefeito de Pato Branco, Augustinho Zuchi, o presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Sudoeste do Paraná, Oradi Francisco Caldato, e o empresário Luiz Fernando Guerra.