Por Luiz Henrique de Oliveira

Professores e funcionários da rede estadual de ensino entraram em greve hoje e o sindicato que representa a categoria espera uma adesão de 70% dos profissionais já no primeiro dia da paralisação. Por sua vez, em entrevista à Banda B, o secretário estadual de Educação, Paulo Schmitt, fez críticas a postura da APP-Sindicato e garantiu que o Governo do Paraná fará de tudo para que a paralisação termine o quanto antes.

“Desde o início da atual gestão foram várias reuniões, até então conduzidas pelo vice-governador Flávio Arns, e houve vários avanços. Não reconhecer estes avanços eu diria que é assumir uma proposta de quem não teve nenhuma participação ao longo de todo este tempo do processo mais ativo de negociação”, disse o secretário ao jornalista Adilson Arantes.

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(Foto: Divulgação)

De acordo com a APP-Sindicato, a greve atingirá as 2.149 escolas estaduais, 72 mil professores e 23 mil funcionários. Os educadores reivindicam, entre outros, os 33% de hora-atividade; a implantação do Piso Nacional para o professor; e o reajuste no mesmo índice do Piso Regional (7,34%) para os funcionários das escolas.

O secretário garantiu reuniões durante o dia de hoje para buscar uma solução para o impasse. “Vamos nos reunir com grupos do sindicato e fazer o possível para que a educação do Paraná não seja prejudicada. Existem questões que não podem ser resolvidas de uma hora para outra. Nossa responsabilidade é para que haja as melhores condições de trabalho e também o respeito aos alunos, que não podem ser prejudicados”, disse Schmitt.

Marasmo

Em entrevista ontem, Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato, criticou o marasmo do governo nas negociaçãoes, que estão, segundo ela, da mesma forma desde outubro do ano passado. “Nossos motivos já estão mais do que explicados, já estamos aguardando uma resposta do governo do estado em relação as nossas reivindicações a muito tempo. Temos mais de R$ 10 milhões em atraso nos pagamentos dos profissionais da educação e não temos nenhum sinal de solução” , disse.

Por outro lado, o secretário respondeu a Marlei e negou essa demora. “Ela esquece de mencionar que há um processo de negociação e nem sempre é possível avançar em todas as questões com grande velocidade, por conta de recursos e legalidades, mas houve grandes avanços, que ela prefere não falar, como o reajuste salarial acima do piso nacional”, apontou.

A mobilização da categoria acontece durante o dia de hoje na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico. A Banda B acompanha a paralisação.

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