Por Felipe Ribeiro

O secretário municipal de Governo de Curitiba, Ricardo MacDonald, criticou nesta sexta-feira (16) o motivo pelo qual os guardas municipais irão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (16). Em entrevista ao radialista Geovane Barreiro, ele disse que a prefeitura destinou vários recursos para a categoria nos últimos anos, mas quem define escalas é o empregador e não o sindicato.

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Foto: Divulgação

“A reivindicação aqui não cabe movimento de greve, não estamos discutimos salários atrasados e sim a escala de jornada de trabalho. Em qualquer lugar, seja empresa pública, privada, órgão estadual ou federal, quem define escala é o empregador, não o sindicato, ainda mais para um pilar da segurança. Fazemos todo o possível para bem remunerar os guardas, mas se estamos arrochando tanto assim, pergunte para os 27 mil inscritos para as nossas 400 vagas porque eles querem entrar na corporação”, criticou.

Segundo o Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc), os guardas municipais reclamam principalmente de uma suposta intransigência da Prefeitura de Curitiba em não revogar o Decreto nº 888/2015, que impôs mudanças na metodologia do cálculo das escalas de trabalho. A alegação da categoria é que isso promoverá uma diminuição na remuneração global dos servidores.

De acordo com MacDonald, o plano de cargos e salários da guarda elevou os salários de toda a categoria em uma média de 37% e, mesmo sendo opcional, a adesão chegou a 99,9%. “Nós reconhecemos a Guarda na questão salarial, mas não podemos querer que ela ocupe a função da Polícia Militar ou da Polícia Civil e, estas, são de responsabilidade do governo do estado. Estamos procurando otimizar os recursos, mas temos várias outras áreas para contemplar”, comentou.

Por fim, o secretário ainda fez um apelo aos guardas e garantiu que todas as horas-extras serão pagas. “O que está havendo é uma grande confusão e estamos ajustando”, concluiu.

A Prefeitura de Curitiba já entrou na Justiça para tentar impedir a paralisação.

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