A Secretaria de Estado da Educação distribuiu nesta semana a primeira remessa da alimentação escolar para a rede pública de ensino, que chega esse ano com novidade no cardápio: carnes congeladas. Os novos produtos substituirão carnes em conserva, e aumentarão a qualidade das refeições servidas aos cerca de 1,3 milhão de alunos.

Este ano, o Governo do Estado está destinando R$ 153 milhões para a alimentação escolar. Cerca de R$ 128 milhões são valores já contratados, que contemplam também produtos fornecidos por associações e cooperativas da agricultura familiar. Nesta semana, o governador Beto Richa autorizou que a Secretaria da Educação faça mais uma licitação, no valor de R$ 25.844.160,00. O edital será publicado em fevereiro.

“A boa alimentação é fundamental para o aprendizado e desenvolvimento dos alunos. Nesses dois anos trabalhamos muito para aumentar a variedade de alimentos, ampliamos a quantidade dos produtos naturais da agricultura familiar e até mesmo orgânicos na merenda escolar”, diz o secretário da Educação e vice-governador, Flávio Arns.

Nessa primeira remessa serão entregues 1.899 toneladas de produtos que vão abastecer as escolas estaduais. Na lista dos congelados está carne bovina, suína e de frango, empanados assados de peixe, além de grãos, cereais, leite, biscoitos, açúcar, óleo, entre outros.

REDE ESTADUAL – Por dia são preparadas e servidas 1, 3 milhão de refeições para todas as modalidades de ensino da rede estadual. Junto com os alimentos são encaminhadas sugestões de cardápio elaborado pelas nutricionistas da Secretaria de Estado da Educação. As refeições são balanceadas e atendem aos diferentes hábitos alimentares regionais.

“A característica mais marcante no Estado refere-se ao hábito no consumo do feijão. Nas regiões norte e noroeste há preferência pelo feijão carioca, nas regiões sul e sudoeste há preferência pelo feijão preto. Na região central, Curitiba e Litoral, há aceitação pelos dois tipos. Esta peculiaridade e outras são respeitadas pela Secretaria da Educação”, conta a diretora de Infraestrutura e Logística da Secretaria, Márcia Stolarski.

A qualidade da alimentação escolar também é assegurada por testes laboratoriais. O controle de qualidade é feito pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Com a ampliação do fornecimento de gêneros da agricultura familiar, 2.368 escolas de 374 municípios terão maior variedade nos cardápios. Nesse caso, a entrega é feita diretamente pelos produtores nas escolas. Da agricultura familiar virão 83 itens: açúcares, carne e ovos, cereal, feijão, frutas, hortaliças, iogurte, legumes, leite, outros lácteos, panificados e sucos.

MODERNIZAÇÃO DA LOGÍSTICA – A Secretaria da Educação irá modernizar o sistema de entrega da alimentação escolar, que atualmente chega diretamente em apenas 49 escolas. Nas demais, os produtos são entregues nos municípios que se encarregam de distribuir para as escolas.

Para fazer a entrega direta, escola por escola, a Secretaria irá licitar em fevereiro um serviço completo de logística, com armazenagem, montagem de lotes e distribuição de merenda diretamente nas escolas da rede estadual de ensino. O investimento já autorizado pelo governador Beto Richa é de R$ 13.160.000,00.

“É um investimento que vai modernizar a logística da merenda escolar, garantirá agilidade, qualidade, segurança e desonera os municípios”, explica o superintendente de Desenvolvimento Educacional, Jaime Sunye.