A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (18) novo informe com os novos números da dengue no Paraná. De agosto de 2012 até esta segunda-feira, foram confirmados 4.221 casos da doença, o que eleva a taxa de incidência estadual para 37,24 casos por 100 mil habitantes, considerada baixa pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, o Paraná não vive uma epidemia de dengue e está longe das taxas de incidência de outros estados do país. “Hoje, a dengue está concentrada em alguns municípios das regiões noroeste e centro-oeste e estamos trabalhando intensamente para evitar o avanço da doença”, explicou.

O informe desta semana mostra que mais cinco municípios alcançaram a taxa de 300 casos por 100 mil habitantes, que determina situação epidêmica. Terra Rica, Primeiro de Maio, Santa Fé, Formosa do Oeste e Tamboara são municípios com menos de 15 mil habitantes e, por isso, um número baixo de casos já os colocam em situação de epidemia. Tamboara, por exemplo, tem apenas 21 casos confirmados.

Dos 11 municípios hoje epidêmicos, 10 têm menos de 20 mil habitantes. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, nesses casos, com uma intervenção correta e oportuna, o controle da doença se dá com maior facilidade. “São municípios pequenos. Mobilizando toda a comunidade para a eliminação dos criadouros do mosquito, podemos diminuir o número de casos em poucas semanas”, explicou.

Outro aliado no combate a dengue é o UBV pesado (fumacê) que atua no enfrentamento do mosquito adulto. A orientação é que a população abra janelas e portas quando o carro do fumacê passar. O Estado já enviou equipes e caminhonetes para realizar a aplicação do veneno em todos os municípios epidêmicos.

O trabalho conjunto do Estado, municípios e comunidade já traz resultados positivos. Peabiru, a cidade com mais casos de dengue no Estado (912), apresenta tendência de queda nos casos confirmados. Há três semanas o município registrou 130 casos em sete dias. Nesta última semana foram apenas 13.

“Os números mostram uma tendência de queda que pode se confirmar se cada um fizer a sua parte. O momento é de mobilização, pois a dengue se combate todo o dia”, destacou Caputo Neto.

Mortes – A Secretaria da Saúde esclarece que nos municípios epidêmicos todas as mortes são analisadas pela equipe da vigilância em saúde para verificar se a dengue está relacionada ao óbito. A morte por dengue só é confirmada após laudos definitivos do Laboratório Central do Estado e conclusão epidemiológica.

De acordo com o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Ronaldo Trevisan, duas mortes por dengue já foram confirmadas no Estado, em 2013, e outras quatro permanecem em investigação. Três são de Peabiru e uma de Campo Mourão, na região Centro-oeste do Estado. “Uma equipe da secretaria está na região para apurar todos os casos”, ressaltou.

A investigação tem o objetivo de atestar se a dengue foi a principal responsável pela morte ou se apenas contribuiu para o agravamento do quadro clínico do paciente.