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A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta sexta-feira (28) novo boletim sobre a situação da gripe no Estado. De acordo com o relatório, mais 11 mortes pela doença foram registradas neste mês, oito de pacientes com doenças crônicas graves. Das 19 mortes confirmadas neste ano, 14 pacientes tinham alguma doença, como problemas cardíacos, respiratórios ou cerebrais, diabetes mellitus e obesidade grave.

Segundo a médica Miriam Woiski, da Secretaria da Saúde, doentes crônicos, seus familiares e profissionais de saúde devem redobrar a atenção. “A gripe tem alguns sintomas característicos que se manifestam na maioria dos casos. Os principais são febre alta e repentina, tosse, dor de garganta e mal-estar geral”, explica a médica.

A dificuldade de respirar é outro sintoma comum, sobretudo quando o quadro clínico do paciente se agrava. “Nesta situação, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um serviço de saúde para iniciar o tratamento”, alerta Miriam.

DEMORA – Outra observação frequente nas mortes por gripe foi a busca tardia por atendimento. Em média, as pessoas procuraram o serviço de saúde apenas três dias após o início dos sintomas. “Isso prejudica o tratamento, pois percebemos que a maioria dos óbitos está ocorrendo já na primeira semana após o início dos sintomas”, explica Miriam.

Os médicos da rede pública e particular de saúde do Paraná estão orientados a prescrever oseltamivir a todos os casos suspeito de gripe, mesmo sem a confirmação laboratorial. A medida consta no protocolo de atendimento paranaense, pois o antiviral é mais eficaz nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

A Secretaria da Saúde também enviou comunicado às entidades médicas e secretarias municipais de saúde, detalhando algumas características das mortes por gripe que ocorreram no Paraná. O objetivo é mostrar aos médicos como a doença está se comportando no Estado, além de reforçar a orientação do uso do antiviral oseltamivir.

VACINA – Do total de mortes registradas no Paraná, 15 pessoas tinham direito à vacina durante a campanha de vacinação contra a gripe, mas apenas três foram imunizadas. Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o dado mostra que os grupos prioritários da campanha realmente são os que correm maior risco.

“O período de vacinação foi antecipado justamente para que em junho esses grupos de risco já estivessem protegidos. Agora o momento é de focar na prevenção e no tratamento precoce, lembrando sempre da higienização das mãos e dos sinais de alerta da doença”, afirmou o superintendente.

NÚMEROS – De acordo com o monitoramento realizado pela Secretaria da Saúde, 514 amostras foram confirmadas para o vírus Influenza neste ano, sendo que 235 delas se referem ao subtipo A (H1N1), 105 ao subtipo A (H3N2), 170 do subtipo B e quatro do subtipo A (sem distinção).

Os números não representam o total de casos existentes no Paraná, visto que a gripe não é uma doença de notificação obrigatória. Eles fazem parte do monitoramento realizado pelo Governo do Estado para avaliar o comportamento de 26 vírus respiratórios circulantes no Paraná.

As 11 mortes confirmadas neste boletim foram registradas nos municípios de Cascavel (3), Dois Vizinhos (2), Maringá, Itaperuçu, Ponta Grossa, Londrina, Umuarama e Itambé. Até agora, 17 óbitos foram causados pelo vírus Influenza A (H1N1), dois pelo vírus Influenza A (H3N2) e um por Influenza B. Em uma das mortes o paciente estava infectado pelos dois subtipos virais (H1N1 e H3N2) ao mesmo tempo.

Veja os principais sintomas da gripe:

– Febre repentina

– Tosse

– Dor de garganta

– Dor de cabeça

– Dores musculares

– Dores nas articulações

– Dores nas costas

– Falta de ar

– Cansaço

– Calafrio

Conheça as principais medidas de prevenção da gripe:

– Lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão

– Evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies

– Não compartilhar objetos de uso pessoal

– Cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar

– Manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertas