A Sanepar iniciou as comemorações do Dia Mundial da Água com a abertura, nesta sexta-feira (22), da exposição de animais taxidermizados, instalada na Praça Rui Barbosa, em Curitiba. Os animais empalhados estão ao longo de uma trilha de 16 metros, chamada Safári Noturno, repleta de aves, répteis e mamíferos, do Brasil e do mundo.

No trajeto, que os visitantes iluminam com lanternas, é possível ver um tigre-de-bengala, o maior carnívoro do planeta, ameaçado de extinção, com três metros de comprimento e cerca de 300 quilos; o lobo-guará, da região dos Campos Gerais; a cotia, a harpia ou gavião-real, maior águia do planeta, além do macaco mandril, da África Ocidental, e o macaco siamango, originário das florestas das montanhas da Malásia.

A exposição, que fica até a próxima quinta-feira (28), reúne cerca de 60 animais taxidermizados do acervo do Instituto Harpia de Pesquisa em História Natural, da Universidade Estadual do Norte do Paraná, campus de Cornélio Procópio.

“Uma exposição como essa, além de encantar a população, facilita a conscientização sobre a importância da água, e demonstra o grande empenho da Sanepar pela preservação e a qualidade dos nossos mananciais e pela universalização dos serviços de saneamento”, disse o presidente da Sanepar, Fernando Ghignone.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e a diretora de Recursos Hídricos e Saneamento da Prefeitura de Curitiba, Marlise Jorge, participaram da abertura da exposição. Também estiveram presentes os diretores da Sanepar Péricles Weber (Meio Ambiente), Antonio Hallage (Administrativo) e Flavio Slivinski, (Jurídico).

CONSCIENTIZAÇÃO – Maria Aparecida Rodrigues foi uma das primeiras a visitar o estande da Sanepar. Ela contou que ficou tão encantada e que vai voltar com o neto. “A ideia é muito boa, quero mostrar o tigre-de-bengala e a onça pintada para meu netinho. Nunca tinha visto esses animais assim tão de perto”, disse.

Rosina Guibe Muler também elogiou muito a iniciativa da Sanepar. “O mais importante foi o esforço pela conscientização com relação à preservação da natureza. Precisamos cuidar dos animais, da mata”, afirmou Rosina. Ela contou que viu pela primeira uma coruja Suindara, que estava sempre presente nas histórias contadas pela avó. “Foi também uma volta aos meus tempos de criança”.

De acordo com João Galdino, presidente do Instituto Harpia e diretor do Departamento de Museu e Taxidermia da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil, os animais empalhados foram recolhidos em apreensões feitas pelo Ibama e pela Polícia Federal, em poder de caçadores. Outros morreram em cativeiros ou zoológicos. “O acervo foi montado ao longo de 55 anos”, destaca.