A Sanepar, empresa do Governo do Estado, começou a instalar tubulação adutora para duplicar a produção de água em Londrina, no Norte do Estado. Com investimento de R$ 71,5 milhões, esta é a maior obra em andamento da Sanepar no Paraná.

São 22 quilômetros de tubulação para captação de água bruta, que sai do Rio Tibagi, passa por estações elevatórias, pela Estação de Tratamento de Água até ser interligada à rede da Avenida Higienópolis. Em alguns trechos, a rede estará a 3,5 metros de profundidade.

A previsão é que a obra do Sistema Tibagi seja concluída no segundo semestre do ano que vem, ampliando a capacidade de produção de 1.200 litros por segundo para 2.400 litros por segundo, suficiente para o abastecimento das populações de Londrina e Cambé até 2030. O Sistema Tibagi abastece 55% das duas cidades. A Sanepar conta ainda com os Sistemas Cafezal e Guarani, além de outros poços do aquífero Serra Geral.

“Esta é uma grande obra para a cidade de Londrina, que atende ao crescimento da demanda por água tratada. É uma obra complexa, que terá detonação de rocha na área rural. Na parte urbana, a maior dificuldade é que vamos encontrar muitas interferências como galerias de água pluvial, rede de esgoto, rede de fibra óptica. É uma cidade bem maior do que quando o sistema Tibagi foi construído, 22 anos atrás”, afirma o gerente de Projetos e Obras da Sanepar na região, Luiz Nacayama.

Na atual fase da obra, a Sanepar investe cerca de R$ 55 milhões, R$ 22 milhões em tubulação e outros R$ 33 milhões com o assentamento dos tubos, a construção de duas estações elevatórias de água bruta, uma estação elevatória de água tratada e um reservatório de água bruta com capacidade para 2,5 milhões de litros. No trecho entre a captação e a estação de tratamento, será preciso fazer a detonação de 10 mil m³ de rocha.

EMPREGOS – Na ampliação da Estação de Tratamento de Água Tibagi, os investimentos chegam a R$ 16,5 milhões. A ampliação teve início em outubro de 2011, com a construção dos tanques de floculação, decantação e filtragem, já finalizados. No segundo semestre, deverão estar concluídas as obras hidráulicas, elétricas e de automação. Também está sendo executado o novo sistema de cloração na captação. Em todas as fases da obra, do início até a conclusão, serão gerados mais de 12 mil empregos diretos e indiretos.

Um dos fiscais da Obra de duplicação do Sistema Tibagi, José Aquino de Almeida, de 58 anos, também trabalhou na fiscalização da construção do Sistema Tibagi, de maio de 1987 a novembro de 1991. Há 39 anos na Sanepar, Aquino afirma que o Sistema Tibagi é a maior obra que já fiscalizou.

“Quando participei da implantação do sistema, nunca imaginei que estaria aqui na sua ampliação”, afirma. Ele lembra que naquela época as obras eram mais difíceis de ser executadas. “Não tinha tanta tecnologia e equipamentos. Era mais mão de obra. Hoje, o maquinário é mais moderno e a dificuldade é justamente conseguir mão de obra. Mas eu me lembro bem do trecho das adutoras e vou passando o que já sei para os mais novos”, diz.

AEROPORTO – Para a ampliação da pista do Aeroporto de Londrina, a Sanepar vai começar, no segundo semestre, a obra de desvio da atual adutora do Sistema Tibagi. Será removido um trecho de 3,4 quilômetros, numa obra de R$ 2,5 milhões. Além disso, estão previstos outros desvios da tubulação para otimização do sistema.