O reajuste no salário mínimo regional do Paraná será de 12,69%, segundo a Secretaria Estadual do Trabalho. Com isto, as quatro faixas salariais ficarão entre R$ 882,59 e R$ 1.018,94. O anuncio oficial será feito nesta quarta-feira (1) pelo governador Beto Richa durante as comemorações do Dia do Trabalho. O novo valor continua sendo mais alto que o salário mínimo nacional que é de R$ 678. O Governo Federal já anunciou que pretende aumentar o valor para R$ 719,40 a partir de 2014.

Confira os novos valores:
-R$ 882,59: empregados nas atividades agropecuárias;
-R$ 914,82: empregados em serviços administrativos, domésticos e gerais;
– R$ 949,53: empregados na produção de bens de serviços e industriais;
– R$ 1.018,94: técnicos de nível médio.

Empresários protestam

Quem não gostou dos novos valores do piso regional foram os empresários. Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Helio Bampi, a política de valorização do piso regional está prejudicando a vinda de novos investimentos para o estado. “Esse índice de reajuste nos preocupa muito. O piso regional vem tendo aumentos reais muito grandes, tanto que hoje o mínimo do Paraná é o maior do país. Estamos espantando investimentos no estado. Quando o investidor vê aqui a falta de obra diante do baixo nível de desemprego, e se depara com um piso alto como esse, é claro que resolve procurar oportunidades em outros estados”, diz Bampi.

Para o vice-presidente da Fiep é um erro estabelecer um ganho real sem levar em conta a produtividade. “No ano passado o aumento da produtividade do Paraná ficou próximo do zero e agora daremos um ganho real no piso regional de 5,1%? Isso é um equívoco”, afirma.

O piso regional vale apenas para as categorias não organizadas, sem a representação de um sindicato para negociar com o empregador. Ainda assim, Bampi avalia que o impacto do reajuste do piso sempre é muito grande nas futuras negociações. “O que se aumenta no piso serve de base nas negociações das categorias organizadas”.

Por fim, o representante da Fiep critica a ingerência do Estado sobre os assuntos da economia o que, segundo ele, não tem nenhum sentido. “Defendemos a livre negociação entre os sindicatos dos trabalhadores e os sindicatos patronais. Isso já está bem fundamentada na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Cada categoria tem suas nuances, suas peculiaridades, e uma ingerência linear pressiona toda a economia. Setores como o madeireiro e o têxtil estão enfrentando sérias dificuldades e correm o risco de quebrar com índices de reajuste tão grandes assim”, completa Bampi.