Dois bairros da capital concentram o maior número de casos de violência contra a mulher. A Cidade Industrial de Curitiba e o Sítio Cercado – com 260 e 217 casos respectivamente. Os dados foram divulgados na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Curitiba, nesta quarta-feira (20), pela secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro. Os outros bairros que integram uma lista de dez são: Cajuru -179; Pinheirinho – 126; Boqueirão – 102; Centro – 119; Tatuquara – 109; Fazendinha – 101; Campo Comprido – 100; e Uberaba – 91. As mulheres mais vulnerais são idosas e jovens.

A ex-vereadora apresentou diversos dados referentes à mulher, que ocupa 47% das vagas de trabalho em Curitiba, mas ainda possui salários menores. No país, 49% dos empreendedores são mulheres. A meta da prefeitura, afirmou Roseli, é que a cidade torne-se referência no empreendedorismo feminino. Quanto ao que definiu como “epidemia da violência”, falou sobre a Rede de Atenção à Mulher, que teve a adesão do governo estadual. O Paraná é o quarto estado brasileiro com maior número de assassinatos de mulheres.

Ela também falou sobre a construção, na capital, da Casa da Mulher Brasileira. A iniciativa, que será implantada até março de 2014 por meio do programa do governo federal Mulher, Viver Sem Violência, vai permitir a integração dos serviços voltados à vítima de violência, hoje pulverizados pela cidade.

Roseli destacou que Curitiba, quase dez anos depois da criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, é a última das capitais a ter sua secretaria da Mulher – criada por meio de decreto do prefeito Gustavo Fruet, em 31 de janeiro, e oficializada em 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

“A secretaria gostaria de começar com uma agenda mais propositiva, mas os dados levaram a um plano emergencial, apresentado em Brasília”, relatou. “É urgente o estabelecimento de políticas públicas”. O Plano Municipal de Políticas para as Mulheres, de acordo com a secretária municipal, será apresentado em 2014, após uma agenda de discussões. “A pasta nasce como mecanismo de articulação, para operacionalizar propostas de outras secretarias”, completou. Dentre as açõe previstas, Roseli citou a capacitação dos agentes envolvidos no atendimento às vítimas de violência e a criação de sistema de monitoramento da mulher agredida, para acompanhar sua recuperação.