O governador Beto Richa condecorou nesta segunda-feira (29), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o Patriarca Católico Maronita de Antioquia e todo Oriente, cardeal Bechara Boutros Al Raí, com a Ordem Estadual do Pinheiro grau Grã-Cruz. A autoridade religiosa está cumprindo uma agenda pastoral pela América Latina.

A ordem é a mais alta comenda do Estado outorgada pelo governo paranaense, a pessoas de destaque em suas áreas de atuação e por contribuírem para o desenvolvimento do Paraná. “É uma honra para os paranaenses receber aqui no Estado a visita ilustre da maior autoridade religiosa do Oriente Médio e de representantes da comunidade libanesa do país. Este ato demonstra a união do povo árabe com o povo brasileiro”, disse o governador Beto Richa, acompanhado da secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa.

Uma das maiores comunidades árabes libanesas do mundo está no Paraná, no município de Foz do Iguaçu, na região Oeste do Estado. Cerca de 400 mil imigrantes e descendentes vivem no Estado – cerca de 4% da população. “Ao longo da história do Paraná e do Brasil, o povo árabe ajudou a construir essa nação com importantes contribuições em diversos setores da economia, principalmente no comércio”, destacou Richa.

MARONITA – O cardeal Bechara Boutros Al Raí iniciou neste domingo (28) sua visita ao Brasil, onde deverá permanecer até 17 de maio, quando seguirá para a Venezuela. O Brasil é uma das escalas do Patriarca, que realiza uma visita pastoral pela América Latina desde 12 de abril, quando chegou à Argentina, para encontrar a comunidade maronita e libanesa.

A Igreja Maronita é uma igreja cristã, do rito oriental, em plena comunhão com a Sé Apostólica, ou seja, reconhece a autoridade do Papa – o líder da Igreja Católica Apostólica Romana. Tradicional no Líbano, com cerca de três milhões de seguidores, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino adotado pelos católicos ocidentais. O rito maronita prevê a celebração da missa em língua aramaica.

AL RAI – Bechara Boutros Al Rai nasceu em 25 de janeiro de 1940, no Himalaya, Monte Líbano. Foiordenadosacerdote em setembro de 1967 e, em 1986, teve sua ordenação episcopal.

Entre os anos de 1962 e 1975 estudou de Filosofia e Teologia. Concluiu doutorado em Direito Canônico e Civil e trabalhou como advogado na Rota em São João de Latrão, em Roma.

Foi nomeado pelo então Papa João Paulo II membro do Pontifício Conselho no Líbano, chamado “Coração Unido”, e também membro do Pontifício Conselho pela Pastoral dos Imigrantes e Refugiados. Em 2011 foi nomeado pelo então Papa Bento XVI o Patriarca Católico Maronita de Antioquia.

Acompanharam a vista do cardeal ao Palácio Iguaçu o arcebispo maronita do Brasil, Dom Edgard Madi; o vigário patriarcal, Dom Paul Sayah; o secretário patriarcal, Walid Ghayad; o superior da missão libanesa maronita, padre Elie Madi.

Também participaram do encontro o presidente da Câmara de Curitiba, vereador Paulo Salamuni; o reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel; o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; os deputados estaduais, Alexandre Curi e Alceu Maron Filho; o diretor-presidente da Companhia de Habitação do Paraná, Mounir Chaowiche; o diretor-presidente da Junta Comercial do Paraná e cônsul honorário do Reino do Marrocos, Ardissom Akel; o diretor-presidente do Lactec, Omar Sabbag; o cônsul da Síria em Curitiba, Abdo Abage; o arcebispo da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina de São Jorge em Curitiba, Padre Jorge Rosá; o presidente da Sociedade Árabe de Beneficência (Saben), Rached Hajar Traya, e o presidente do Conselho Deliberativo da Saben, Farid Sabbag, acompanhado de sua esposa, Arlete Richa.