Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

Taxistas de Curitiba e São José dos Pinhais fizeram nas últimas horas duas manifestações contra o engavetamento do projeto de lei que tramita em Brasília e visa proibir o aplicativo UBER em território nacional. A proposta deveria ter sido votada ontem, porém novamente não foi colocada em pauta pelo presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (DEM), sob a alegação de que isso ‘geraria mais atrito da Casa com parte da sociedade’.

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Imagem de arquivo

No fim da noite de ontem a manifestação aconteceu na Rodoviária de Curitiba, onde o acesso ficou impedido por cerca de uma hora. Em seguida, taxistas de São José dos Pinhais bloquearam a entrada do Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Amarildo de Paula Pinto, supervisor de uma cooperativa de táxis em SJP, lamentou a decisão tomada na Câmara. “Mais uma vez o projeto foi engavetado. Fizemos uma manifestação na Rodoviária de Curitiba no fim da noite e nas duas pistas que ligam ao Aeroporto Afonso Pena”, descreveu à Banda B.

De acordo com Amarildo, o movimento é nacional e outras estratégias para protestar serão tomadas pelos taxistas. “Vamos decidir nos próximos dias”, concluiu.

Adiamento

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o Plenário não iria discutir nesta quarta-feira (7) a proposta que dá exclusividade aos taxistas no transporte de passageiros (PL 5587/16). Já foi apresentado pedido de urgência para a proposta, mas Maia explicou que o Colégio de Líderes ainda está dividido sobre o tema e, por isso, não colocaria a urgência em votação.

“É uma matéria que, dependendo do resultado, pode gerar mais atrito da Casa com parte da sociedade, então isso nós temos de fazer com muito cuidado”, afirmou Maia. A proposta afeta usuários de aplicativos de mobilidade como o Uber.

O PL 5587/16 prevê que qualquer serviço de transporte de passageiros seja oferecido somente por meio de veículos que tenham a caixa luminosa externa com a palavra “táxi” e possuam taxímetro. Com isso, segundo a empresa Uber, a proposta inviabilizaria o serviço nos moldes existentes hoje.

Rodrigo Maia disse que a proposta voltará a ser discutida pelos líderes e admitiu que, se a urgência fosse colocada em votação hoje, poderia ser derrotada. “Na última reunião que tivemos, a impressão que eu tive é que, se a discussão não for amadurecida, a urgência será vetada”, disse.