Redação

Servidores preparam café da manhã em frente a prédio residencial de Greca. Foto: Colaboração/Banda B

Para cobrar a falta de diálogo, servidores municipais se reuniram na manhã desta segunda-feira (19) em frente ao prédio residencial do prefeito de Curitiba Rafael Greca, que fica no bairro Batel, para tomar café da manhã. Com pães, frutas e bolo, a mesa foi preparada pelos representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), que se mobilizam para criticar a permanência do regime de urgência da votação do pacote de reajuste, enviado à Câmara Municipal de Curitiba.

A mesa para o café da manhã dos servidores foi montada na calçada da Avenida Vicente Machado, em frente a portaria do prédio onde onde o prefeito. A justificativa dos servidores é que – caso seja a falta de tempo para não recebê-los – a questão estaria resolvida. Segundo representantes do sindicato, Greca viu a manifestação, mas saiu de carro pela garagem, sem falar com os servidores.

Mesa do café da manhã preparada pelo Sismuc. Foto: Colaboração/Banda B

Segundo o Sismuc, a greve continua e partir das 9 horas haverá panfletagem na Boca Maldita com o “objetivo de dialogar e explicar à população o que está por trás das propostas de Rafael Greca”.

Por volta das 10 horas, a Secretaria Municipal da Educação informou que 344 das 391 unidades da rede municipal de ensino funcionam normalmente na manhã desta segunda-feira. Outras 18 fazem atendimento parcial e 29 unidades não funcionam. São 46 escolas e 1 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) com adesão ao movimento de paralisação.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que todas as unidades de saúde e UPA’s funcionam normalmente.

Impasse

Nas reuniões posteriores ao adiamento das votação na Câmara o acordo principal sobre a retirada do regime de urgência não foi acatado pelo secretário do governo municipal, Luiz Fernando de Souza Jamur. A gestão sugeriu que os sindicatos fizessem emendas ao projetos de lei encaminhados pelo Executivo. “Infelizmente saímos da mesa sem nenhum avanço”, resume a coordenadora geral do Sismuc, Irene Rodrigues.

“Na negociação realizada nesta terça-feira(13), na Câmara dos Vereadores de Curitiba (CMC), a qual se estendeu até às 22h, os trabalhadores e trabalhadoras e o Ministério Público do Paraná(MP-PR) defenderam a retirada da votação do pacotaço. Fizemos o que foi acordado, mas Jamur disse que a retirada do regime de urgência não compete ao Executivo e afirmou, ainda,  que essa medida é competência do legislativo municipal ”, acrescenta.

O Sismuc  observou que da mesma forma que não é competência do executivo exercer poder sobre a retirada do regime de urgência, não é competência do sindicato a elaboração de emendas. “Tanto os vereadores como a administração já sabem o posicionamento e as propostas dos sindicatos para que a prefeitura saia da crise: substituir ajuste fiscal por justiça social”, reflete Irene.

Números

A Prefeitura de Curitiba afirmou que ainda não tem números atualizados sobre as escolas que continuam de portas fechadas e, em breve, deverá informar à imprensa.