Por Felipe Ribeiro

O reajuste médio de 15% no valor das bebidas alcoólicas, aliado aos aumentos no preço do gás e da energia elétrica, pode fazer o valor das saídas noturnas dos curitibanos ficarem salgadas nos próximos meses. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (3), o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fabio Aguayo, disse que se os empresários não tiverem condições de absorver o reajuste, a capital paranaense pode se equiparar aos altos custos de São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

cerveja

Foto: EBC

“Curitiba sempre teve um valor barato se compararmos com outras capitais, mas estamos muito preocupados com essa sequência de reajustes, já que se subirmos o preço o próprio negócio pode se tornar inviável pela redução na procura”, disse.

Segundo Aguayo, todos devem lutar pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um dos mais altos do país e eleva os preços do lazer no Paraná. “Se tudo sobe, a primeira medida do consumidor é cortar o lazer, então precisamos tentar absorver ou, no máximo, fazer esse reajuste de forma que não assuste o consumidor”, concluiu.

Turismo

Na última terça-feira (2) o prefeito Gustavo Fruet recebeu representantes da Abrabar para uma reunião que discutiu o turismo, já que eles consideram a área de bares e casas noturnas essencial para o segmento na cidade.

Gás

Desde a última segunda-feira (1°) os paranaenses já estão pagando mais caro pelo botijão de gás de cozinha. O reajuste deve ficar entre 8% e 12% na capital. Os consumidores ainda podem encontrar o gás com o mesmo preço em comércios que havia estoque.