Da Redação

A cesta básica ficou 11,4% mais cara em Curitiba entre os meses de janeiro e abril, segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgadas nesta quinta-feira (8). O produto que teve maior aumento na cesta do curitibano foi a batata, que subiu 34,4% nos últimos doze meses.

De acordo com o levantamento, a cesta básica custa em média RS 335,73, ou seja, metade do valor de um salário mínimo.

Com uma variação menor, 5,6%, a banana foi o segundo item da lista que ficou mais caro no mês. O tomate foi o que apresentou maior queda: 17,6%.

Números nacionais

A alta nos preços dos produtos alimentícios essenciais, em abril, continuou a predominar em quase todas as 18 capitais onde o Dieese realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. Porto Alegre foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 359,37), apesar de a variação verificada ser a oitava menor, 0,90% em relação a março. Na sequência aparecem São Paulo (R$ 357,85), Florianópolis (R$ 351,66) e Vitória (R$ 351,27). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 238,04), João Pessoa (R$ 270,15) e Salvador (R$ 274,38).

Com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre, que é quase R$ 30 maior que o de Curitiba, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o Diesse estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em abril deste ano, o menor salário necessário deveria ser de R$ 3.019,07, ou seja, 4,17 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em março, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.992,19, ou 4,13 vezes o piso vigente. Em abril de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.892,47, o que representava 4,26 vezes o mínimo de então (R$ 678,00).