A Rede Mãe Paranaense, que completa um ano nesta semana, está transformando o modelo de atenção materno-infantil no Paraná. Além de investimentos em obras, equipamentos e custeio de hospitais e outras unidades de referência, a rede prioriza a qualificação dos profissionais que atuam no acompanhamento de gestantes e bebês.

Segundo o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, esse processo de educação permanente em execução pelo Governo do Estado reflete diretamente na redução da mortalidade materno-infantil do Paraná. “Os profissionais de saúde desempenham o principal papel dentro da Rede Mãe Paranaense. São eles os responsáveis por acompanhar a gestante durante todo o pré-natal, passando pelo parto e depois, durante o primeiro ano do bebê”, destacou.

Com programas estaduais como o APSUS e o HospSUS, profissionais de saúde de municípios, hospitais e maternidades têm acesso a cursos especializados na atenção materno-infantil. São capacitações que auxiliam gestores, médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde a aplicar as diretrizes da Rede Mãe Paranaense no dia-a-dia de seus municípios.

Todo esse processo culmina no Encontro Estadual da Rede Mãe Paranaense, que teve sua primeira edição nos dias 7 e 8 de maio, em Curitiba. O evento reuniu cerca de 1,6 mil profissionais de todo o Paraná e contou com seis cursos destinados a diversas áreas da saúde.

Adriana Guasguez, do município de Sarandi, foi uma das 418 enfermeiras que participaram do encontro. Ela destaca que a capacitação permanente dos profissionais os motiva ainda mais para o trabalho nas unidades básicas de saúde. “Com o Mãe Paranaense vimos a importância da equipe de saúde ficar mais próxima da gestante, cuidando de todas as fases da gravidez. Esse vínculo que se cria faz com que a mulher se sinta acolhida e mais segura”, afirma.

Médicos de hospitais estratégicos para a Rede Mãe Paranaense também participaram de cursos de renome internacional na área de obstetrícia e pediatria. Um deles é o ALSO (Advanced Life Support in Obstetrics), que capacita médicos para aplicar protocolos de emergência em obstetrícia, como os procedimentos de reanimação materna e neonatal, tratamento de hemorragias no pós-parto e crise no nascimento.

Januário de Sio Neto, médico obstetra do Hospital São Lucas, de Laranjeiras do Sul, participou do ALSO e disse que o curso traz diversos casos práticos, com orientações sobre como proceder em situações de risco para a gestante e o bebê. “São conhecimentos importantíssimos que padronizam as nossas ações e melhoraram a qualidade do atendimento. Uma experiência que permite nos habituarmos aos casos de emergência que podem ocorrer no momento do parto”, ressaltou.

Outro curso de destaque reuniu médicos pediatras e tratou especificamente dos procedimentos de reanimação de recém-nascidos. O objetivo foi mostrar avançadas técnicas indicadas para casos em que o bebê tem complicações no nascimento, como uma parada cardiorrespiratória.