Da Redação com Agência Brasil

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Faltando 28 dias para o início da Copa do Mundo do Brasil, milhares de manifestantes devem ir às ruas do país nesta quinta-feira (14) para protestar contra as “injustiças” do evento. Convocado pelo grupo 15M, o “Dia Internacional de Lutas contra a Copa” já conta com mais de 15 mil presenças confirmadas em diferentes eventos no Facebook, incluindo um em Santiago, no Chile; Buenos Aires, na Argentina; e Barcelona, na Espanha. Em Curitiba o ato está marcado para começar às 17h30 na Boca Maldita e contava com 230 confirmações na rede social até as 14h30.

Com o lema “Copa sem povo: tô na rua de novo”, os manifestantes pretendem ocupar as ruas, como ocorreu, em junho do ano passado, quando uma série de manifestações mobilizou milhares de brasileiros durante a Copa das Confederações.

Integrante do Comitê Popular da Copa do Distrito Federal, Thiago Ávila explica que o dia marcará o início das manifestações programadas para ocorrer “até o último dia da Copa”. Para ele, será o momento de afirmar que “Precisamos de um projeto alternativo de sociedade, com menos desigualdade”.

Desta vez, os organizadores pretendem tornar mais claras as reivindicações, aproveitando também a projeção midiática da Copa do Mundo para denunciar o que a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa ponta como violações dos direitos humanos decorrentes da realização do Mundial.

“A Copa trouxe para São Paulo mais militarização e privatização dos espaços públicos. A cidade tem 100 mil trabalhadores ambulantes que serão impedidos de trabalhar na Copa. Se fosse um evento para a população, eles poderiam trabalhar”, afirma a integrante do comitê de São Paulo, Vanessa dos Santos.

Os manifestantes do grupo 15 M pedem, entre outras reivindicações: moradia digna para todas as pessoas removidas; fim da violência estatal e higienização das ruas do centro da cidade; revogação das áreas exclusivas da FIFA previstas na Lei Geral da Copa e permissão ao trabalho ambulante; criação de campanhas de combate a exploração sexual e ao tráfico de pessoas; a não instalação dos tribunais de exceção da FIFA; a revogação da lei que concede isenção fiscal à FIFA e suas parceiras comerciais; o arquivamento imediato dos Projetos de Lei que tramitam no congresso, e normas infra-legais emitidas pelos governos, que tipificam o crime de terrorismo e avançam contra o direito à manifestação, criminalizando movimentos sociais e fortalecendo a violência contra a população pobre e a juventude do país; e a desmilitarização da polícia e fim da repressão aos movimentos sociais.