Da Redação com Jornal O Repórter

Fotos do trecho da BR-116, no Tatuquara,  que tem trincheira pronta, mas bloqueada – Fotos: Jornal O Repórter

Moradores de Fazenda Rio Grande e da região Sul de Curitiba, que precisam diariamente utilizar a BR-116 para ir e voltar do trabalho, reclamam com frequência sobre obras paralisadas nas imediações da CEASA e no acesso ao Bairro Tatuquara, perto da ponte férrea. Segundo o engenheiro Joarez Cordeiro, cooordenador de obras da Autopista Planalto Sul, o entrave está na construção de alças da trincheira e da desapropriação de áreas no bairro para a ligação do viaduto com o Tatuquara. Isso deixa o trânsito congestionado nos dois sentidos da BR-116.

“A trincheira foi concluída há mais de um ano e para que possamos liberá-la para o trânsito, a prefeitura de Curitiba deve construir alças de acesso. Isso sendo feito, vai desafogar em muito o congestionamento na região”, declara o engenheiro Joarez Cordeiro, em entrevista ao Jornal O Repórter.

Com relação à trincheira no Tatuquara, a concessionária informou que sua parte já foi feita, com a obra sendo entregue à Prefeitura de Curitiba, que tem a responsabilidade de realizar a alça de acesso para que tudo seja liberado e desapropriação de algumas áreas. Entretanto para que toda esta estrutura funcione, a prefeitura curitibana deve fazer a sua parte, alega a concessionária.

Segundo a Autopista Planalto Sul, a prefeitura de Curitiba, entre outras obrigações, deveria executar, com recursos próprios, as obras das alças de acesso, e a pavimentação da via localizada sob o dispositivo viário, conforme projetos aprovados pela ANTT, e dentro dos prazos definidos no Plano de Trabalho. Além disso, realizar a manutenção, conservação e operação da obra implantada fora da faixa de domínio, dentro das normas técnicas vigentes. “Tudo isso foi acertado em 2011, mas a prefeitura ainda não fez o que foi acordado naquele ano. Por isso não podemos entregar estas importantes obras, que sendo entregues, vão melhorar em muito o trânsito na região da CEASA e acesso ao Tatuquara”, declara o engenheiro.

Outro lado

A prefeitura de Curitiba foi procurada pela reportagem de O Repórter sobre o assunto, em nota a assessoria respondeu que depende da Justiça para efetivar as desapropriações e também do governo federal para conseguir recursos que a construção da via de saída para o Tatuquara. Veja nota na íntegra:

Em relação às alças da trincheira da Ceasa, a Prefeitura de Curitiba informa que para execução da obra é necessária a desapropriação de 11 terrenos. Atualmente já foram pagas seis desapropriações e as demais estão em trâmite judicial ou aguardando liberação para pagamento.

Nestas desapropriações, a Prefeitura já investiu mais de R$ 10 milhões. A expectativa é que a licitação para executar as alças da trincheira da Ceasa seja lançada até o final deste ano.

Sobre a via de saída do viaduto da Vila Pompeia (Tatuquara) para a rodovia, o IPPUC está com o projeto pronto e tenta viabilizar recursos junto aos governos federal e estadual para a execução.”

Assista ao vídeo com a reportagem do Jornal O Repórter: