Representantes do Ministério Público e da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) se reuniram, nesta terça-feira (26/02), na Comunidade da Igreja São Cristóvão, para debater com a comunidade de São José dos Pinhais a realização das obras de mobilidade do Pac Copa 2014, especificamente em relação à construção de uma trincheira na Rua Arapongas. A reunião foi realizada por convite do promotor de Justiça Divonzir José Borges, da 1ª Promotoria de São José dos Pinhais.

Além dos promotores de Justiça Cristina Corso Ruaro (Defesa do Consumidor e integrante do Grupo de Trabalho Especial do MP-PR que acompanha os preparativos da Copa em Curitiba) e Divonzir José Borges, participaram o presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Rui Hara, responsável pela execução das obras, bem como mais de cem lideranças comunitárias e moradores da cidade, que se manifestaram contrários à realização da trincheira, que poderia ser executada em outras intersecções da rodovia, na avaliação deles.

O promotor de Justiça Divonzir José Borges destaca que a posição dos participantes é contra a construção da trincheira. Segundo ele, há duas escolas nessa área, com quase 4 mil alunos. “A população da região está preocupada com a segurança do acesso às escolas e a uma igreja próxima”, explicou.

Após a reunião, a 1ª Promotoria abriu um procedimento sobre a obra, para embasar uma possível ação civil pública no futuro.

“Os estudos técnicos realizados pela Comec, voltados a garantir a mobilidade em decorrência do aumento do número de pessoas que irão transitar no aeroporto de São José dos Pinhais e na rodovia de acesso a Curitiba, no período da Copa, não podem deixar de levar em consideração a rotina e os hábitos da comunidade local”, frisou a promotora de Justiça Cristina Corso Ruaro. “De fato, há que se ponderar que Curitiba sediará apenas quatro jogos do campeonato, em um período de um mês. A obra, como legado da Copa de 2014, não pode ser um fim em si mesma e deve interferir o mínimo possível na rotina das pessoas, corroborando para facilitar suas vidas. Conforme ressaltado na reunião, a Comec havia declarado que não seria realizada a trincheira no local, que poderia ser executada em diversos outros pontos da rodovia, apenas com um custo um pouco maior, mas com menor interferência na comunidade”, completou a promotora.