Da Redação com CMC

Os professores da rede municipal de ensino decidiram na tarde desta terça-feira (12) suspender a greve e voltar às aulas nesta quarta. A decisão foi tomada em assembleia realizada no início da tarde, na Praça Eufrásio Correia, logo após reunião com vereadores na Câmara de Curitiba. No acordo, os parlamentares prometeram formar uma comissão, com a representação dos professores, para negociar com o Executivo as reivindicações da categoria, principalmente a diminuição do prazo para concluir a implantação do plano de carreira.

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Foto: Divulgação Sismmac

A comissão deve se reunir já na próxima semana. O líder do prefeito, Pedro Paulo (PT), declarou “apoio político da Casa pelo encurtamento do prazo”, com a mediação do diálogo. Ele explicou que a aprovação de uma emenda que crie despesa a projeto do Executivo, sem acordo, seria vetada, prolongando o prazo para a implantação. Um dos principais pontos questionados pelos vereadores foi o real impacto do novo plano de carreira no orçamento municipal.

“A pauta inicial era a integralidade da implantação até dezembro deste ano, mas não estamos irredutíveis. Nossa linha é reduzir o prazo. A justificativa é o tempo que os professores esperam pela correção das distorções”, disse o professor Rafael Furtado, da direção do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). Foi sugerido, em vez do prazo de 24 meses após a publicação do decreto que regulamentará a lei, que se chegue a um meio-termo.

Ele apresentou outros pontos questionados pela categoria, como o nível de crescimento por mestrado e pagamento retroativo à data do protocolo da titulação, para avanço na carreira. Na reunião, os vereadores reforçaram que as reivindicações serão debatidas nas comissões permanentes, cujo trâmite é obrigatório antes dos dois turnos de votação pelo plenário. A matéria aguarda instrução da Procuradoria Jurídica (Projuris) da Câmara, documento que definirá quais colegiados a analisarão.

Estado de greve

Os professores voltam a trabalhar, mas alertaram que permanecem em estado de greve, ou seja, podem voltar à paralisação a qualquer momento. O Sismac garantiu que conversará individualmente com todos os vereadores para pedir apoio às reivindicações.