Redação

Reunião entre dirigentes da APP- Sindicato – Divulgação

Professores da rede estadual de ensino do Paraná vão começar o ano letivo, na próxima quarta-feira (15), colocando em prática a hora-atividade da forma como ocorria antes da redução determinada do governo. Para isso, as aulas serão encurtadas de 50 para 30 minutos uma vez por semana em cada turno. Nesta quarta-feira (15), primeiro dia de aula nas escolas estaduais, serão dadas as primeiras quatro aulas e a última será utilizada  para atividades de conscientização com os alunos, sem a dispensa mais cedo, informou a APP-Sindicato.

A partir da semana que vem, um dia por semana, poderá ou não haver  a dispensa mais cedo dos alunos, dependendo do que for acertado em cada escola. Nos dias 21 de fevereiro e 3 de março as aulas terão duração menor para que o último horário seja dedicado à chamada hora-atividade, quando os professores preparam suas aulas. No dia 8 de março, ocorrerá a última aula de cada turno na rua ou no pátio, com as carteiras do lado de fora, para conscientização sobre o Dia da Mulher e sobre o movimento dos professores.

“Essa medida foi decidida em assembleia com redução das aulas dentro da hora-atividade legal, o que está de acordo com a lei. Quem está descumprindo a lei é o governo. Vamos usar toda a semana duas aulas para cumprir a hora-atividade. E os alunos serão incluídos neste debate no primeiro dia de aula com a confecção de cartazes e realização de oficinas para que possam levar à compreensão dos pais o que está acontecendo e a forma que o governo desorganizou a vida dos professores”, afirmou Marlei Fernandes, da APP-Sindicato.

A resolução em discussão foi publicada pela Secretaria de Estado de Educação (Seed) no dia 20 de janeiro. Além de tratar da distribuição das aulas e funções dos professores, pela altera de sete para cinco horas-atividade semanais o período que cada professor tem disponível, a cada 20 horas/aula semanais, para preparar aulas e corrigir provas e trabalhos, a chamada hora-atividade. A APP-Sindicato também critica a mudança na distribuição das aulas que, para a entidade, prejudica profissionais que tiraram licenças nos últimos anos.

A secretária Ana Seres Comin reforçou que as medidas tomadas pelo governo em relação à distribuição de aulas e à hora-atividade têm amparo legal. Ela destacou ainda que as duas greves de 2015 geraram prejuízo próximo aos R$ 100 milhões aos cofres públicos. “Mas a maior preocupação é com o pedagógico, com nossos estudantes”, disse.

Na semana passada, uma liminar judicial suspendeu essa redução. A Seed interrompeu a distribuição de aulas extraordinárias e reeditou o documento, mas a APP-Sindicato considera que não houve modificação real. A entidade voltou a entrar na Justiça contra a secretaria e aguarda decisão sobre o assunto.

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