Por Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

(Fotos: Colaboração Banda B)

Uma professora ficou ferida dentro da sala de aula na Escola Municipal Prefeito Otávio Furquim, no Centro de Rio Branco do Sul, cidade da região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quarta-feira (11). Ela foi ‘engolida’ por um assoalho velho de madeira e ficou de joelhos, gritando desesperadamente por socorro, de acordo com o relato de testemunhas. Os alunos pediram ajuda e a professora foi socorrida, com ferimentos no tornozelo.

socorro

Professora foi socorrida ao hospital e já recebeu alta (Foto: Colaboração Banda B)

A informação chegou à Banda B depois que pais de alunos relataram as condições precárias da escola municipal. “A tábua cedeu durante a aula e a professora ficou com a perna para dentro, só de joelho. Ela gritou desesperada e foi socorrida. Infelizmente, essa é a situação da escola, que é uma das principais aqui da cidade”, lamentou uma mãe, que não quis se identificar.

Ainda segundo a mãe, a direção da escola teria preferido reclamar de um possível ‘escândalo’ por parte da professora. “Achei um absurdo, porque a professora ficou ferida e é uma mulher de 54 anos que já sofreu dois infartos. O problema é com a escola, que está sucateada”, afirmou. A professora ferida foi encaminhada a uma casa hospitalar e já recebeu alta.

“Caso isolado”

Segundo o secretário municipal de Educação de Rio Branco do Sul, José Luiz, a escola é antiga e será reconstruída, porém o que aconteceu com a professora foi um caso isolado. “Está havendo uma dramatização muito grande. A escola é antiga, mas não está caindo. O que aconteceu foi um caso isolado. O que podemos dizer é que a escola será reconstruída, porque é um prédio de 25 anos”, descreveu à Banda B.

O secretário também afirmou que devido ao número de escolas a dificuldade para a reconstrução é grande. “São 30 escolas e a dificuldade é muito grande, porque são distantes até 100 km. A nossa prioridade é a reconstrução de escolas e isso já está na mão do setor de projetos. É necessário um pouco de paciência, porque o problema já vem de outras administrações e não afeta apenas uma escola. A demanda é grande, mas estamos trabalhando nisso”, concluiu.