Por Felipe Ribeiro

Após aumentos de até R$ 0,40 nos preços da gasolina em Curitiba, o Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Paraná (Procon-PR) iniciou nesta quinta-feira (1) fiscalização nos postos de combustíveis de vários bairros da cidade. De acordo com a entidade, a falta de explicações é, no mínimo, “assustadora” e o atual momento não admite condutas como essa por parte das empresas.

Foto: EBC

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O aumento começou a ser sentido pelos motoristas na última segunda-feira (29). O que causou estranheza para os motoristas é o fato de a mudança ter acontecido ao mesmo tempo em vários bairros. Levantamento realizado pela equipe de reportagem da Banda B constatou que a maioria dos postos está cobrando cerca de R$ 3,69, enquanto na sexta-feira (26) era possível encontrar gasolina comum por menos de R$ 3,39.

A coordenadora do Procon, Cláudia Silvano, explicou em entrevista à Banda B que a não resposta para as notificações pode gerar multas de R$ 600 a R$ 8 milhões. “Esse aumento pegou todo mundo de surpresa, ainda mais em um momento de crise. Estamos nas ruas para que esclarecimentos sejam feitos”, disse em entrevista ao radialista Geovane Barreiro.

Questionada então sobre o posicionamento do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis-PR), que informou que não comenta questões sobre preço, uma vez que o mercado é livre e cada revenda exerce sua política de preço, Silvano lamentou a atitude. “Uma posição dessas é uma perda de oportunidade para se construir pontes. Quando a entidade que representa os postos se recusa a conversar ou se justificar é, no mínimo, assustador. É uma conduta que não cabe mais”, concluiu.

Não há data para que a fiscalização do Procon seja encerrada.