Diversas entidades envolvidas no transporte público de Curitiba se reuniram na tarde desta sexta-feira (22) para discutir o valor da tarifa na capital e o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc), Anderson Teixeira, demonstrou preocupação com a discussão. Segundo ele, é necessário abrir a “Caixa Preta da Urbs” para que motoristas e cobradores não sejam usados como pretexto num possível aumento no valor da tarifa.

Antônio Nascimento – Banda B

“Sempre que há aumento na passagem, fala-se que o peso é o reajuste aos trabalhadores, mas não é, existem muitas coisas erradas na Urbs, muita coisa deve ser revista. Falta transparência e clareza para o curitibano. No passado o salário chegou a ser de mil passagens, hoje não chega a 500”, argumentou.

O presidente da Urbs, Roberto Gregório, fez um balanço positivo da reunião e garantiu que esse trabalho dará mais transparência e contará com um maior número de pessoas dispostas a discutir tudo que envolve o transporte coletivo. “A idéia foi dar a oportunidade das entidades apresentarem as suas propostas e apresentar as relações contratuais da própria Urbs. A partir desse momento existem mais atores cientes e responsáveis pela situação, inclusive com a participação do Ministério Público”, disse.

A audiência pública para debater a tarifa do transporte coletivo foi aberta a qualquer interessado e reuniu os sindicatos das empresas de ônibus (Setransp); dos motoristas e cobradores (Sindimoc) e dos empregados dos setores de administração e manutenção das empresas de ônibus (Sindeesmat), além do Ministério Público.