Por Elizangela Jubanski

O presidente da Urbs – empresa que administra o transporte coletivo em Curitiba – José Antônio Andreguetto disse, em entrevista coletiva, após o fim da reunião no pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) que haverá catraca-livre, caso seja necessário. Sem acordo entre as partes, a greve dos motoristas e cobradores continua, mas com determinação de frota mínima a 80% em horários de pico, e 60% nos demais.

A preocupação do presidente é quanto às estações-tubo que ficarão sem a presença de cobradores, tendo a possibilidade de inutilizá-la. “Nós vamos buscar fazer com que as empresas cumpram 100% em todas as estações-tubo porque não podemos trazer mais essa situação de transtorno ao usuário e, ao mesmo tempo, termos catracas livres. E se necessário forem as catracas-livres para não impedir que o trabalhador possa embarcar, vamos fazer, sim, porque não podemos trazer mais uma situação de transtorno”, defende.

Sobre a possibilidade de um novo aumento na passagem de ônibus o presidente da Urbs foi taxativo e garantiu que não há qualquer hipótese de acontecer. “Não se fala em aumento até fevereiro do ano que vem”, disse. “Não imaginamos que o usuário do transporte coletivo suporte mais muito tempo essa situação. Precisamos ter o cumprimento da frota acontecendo, mas querendo 100% dessa frota”, concluiu.

Sem acordo

A greve dos motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana vai continuar e a decisão será julgada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR). A decisão de aumentar em R$ 100 o valor do vale-alimentação foi rejeitada pelos patrões e, com isso, a greve avança para a segunda semana de paralisação. Entretanto, impetrada pela Justiça, a frota mínima foi aumentada para 80% nos horários de pico e 60% nos demais horários, até data de julgamento.