Da Redação

O mistério do “homem morcego” de Curitiba, que é procurado pela prefeitura após entregar a profissionais do Zoológico um animal infectado pelo vírus da raiva, pode estar próximo do fim. Isso porque na tarde desta terça-feira (29), através do Facebook, o órgão agradeceu a todos que compartilharam o post da procura e informou que conseguiu informações importantes que já foram repassadas para a Secretaria Municipal da Saúde.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

“Vale ressaltar que se você esteve no Zoológico no dia 21 e teve contato com qualquer morcego, que entre em contato com a Unidade de Saúde mais próxima”, disse a prefeitura.

A procura começou após exames feitos no morcego indicaram que ele estava raiva, doença que estava extinta no Paraná há trinta anos.

O visitante que entregou o morcego não se identificou e relatou que o morcego estava caído na beira do lago. Era um pequeno morcego marrom e insetívoro (não hematófago). Na terça-feira (22), o animal foi entregue para o Centro de Controle de Zoonoses, que encaminhou o animal para o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), onde foi realizado exame de imunofluorescência direta para o vírus rábico, que deu positivo.

A raiva é uma doença grave de alta mortalidade que atinge todos os mamíferos, incluindo os seres humanos, animais domésticos e silvestres. Curitiba não registra casos de raiva humana e/ou canina há mais de 30 anos, mas em 2010 um gato pegou a doença depois de ter contato com um morcego.

Por isso, é muito importante que a população se mantenha atenta e, em caso de contato sem proteção com morcegos, procure o quanto antes uma unidade de saúde (básica ou 24 horas).

Morcegos

Embora possam albergar o vírus da raiva e infectar as pessoas, todos os morcegos são extremamente importantes, pois contribuem no controle de insetos, disseminando as sementes, polinizando muitas espécies vegetais nos parques e praças de Curitiba. Além disso, os morcegos fazem parte da cadeia alimentar de predadores como corujas, algumas cobras e gaviões.

O morcego entregue no Zôo era do gênero Myotis, insetívoro, que ocorre em toda a extensão de Curitiba e auxilia no controle de insetos da cidade. Todos os morcegos têm hábitos noturnos, ou seja, saem para se alimentar à noite e são raramente encontrados de dia ou no chão. Porém, quando estão infectados com o vírus da raiva, podem mudar seu comportamento e voar ou serem encontrados de dia. Nunca se deve tocar num morcego encontrado nestas condições, mesmo que esteja morto.

Morcegos encontrados caídos ou mortos devem ser coletados com auxílio de uma vassoura ou uma pá, colocados em um frasco com boca larga e tampa e levados a uma Unidade de Saúde para confirmação laboratorial da doença. Em casos de dúvida, solicite o auxílio de profissionais, que farão a adequada remoção do animal para diagnóstico.