Cerca de 400 trabalhadores portuários avulsos que responderam à chamada do turno das 7h às 13h, no Porto de Paranaguá, cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira (22), mesmo com a liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) impedindo o movimento. A partir das 13 horas as atividades nos portos paranaenses foram retomadas normalmente.

Os trabalhadores aderiram ao movimento dos trabalhadores portuários de todo o país. A greve geral nos portos brasileiros é reflexo do descontentamento em função da Medida Provisória 59512, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado.

A informação é do Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo), mas não leva em conta os caminhoneiros ligados à Cooperativa de Transportes e à Coopadubo, que também aderiram ao movimento.

A paralisação dos trabalhadores impossibilitou a operação dos 16 navios que estão atracados no período da manhã no cais dos portos de Paranaguá e Antonina. Somente um navio de granel líquido, que não depende de mão de obra, operou normalmente. Nas demais fainas, os trabalhadores foram requisitados, entraram no Porto, mas não assumiram as funções.

Nos terminais privados as estruturas de recepção de caminhões e vagões permaneceu normal pela manhã. Houve paralisação apenas no recebimento dos granéis do corredor de exportação (parte pública).

A manifestação dos trabalhadores foi totalmente pacífica, sem o registro aglomerações ou tumultos decorrentes do protesto.