Por Elizangela Jubanski e Daniela Sevieri

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Delegacia abriga 100 presos e capacidade é de 34. Foto: DS/Banda B

Cerca de cem presos que estão detidos dentro da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, promoveram uma rebelião na tarde deste domingo (14). Eles exigem que presos sejam transferidos, tenham mais cuidados com médicos, frequência de visitas e melhora na comida oferecida. Um carcereiro foi feito refém durante o motim, que começou no momento da entrega das refeições.  A capacidade é de até 34 presos para o espaço.

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Objetos que estavam sob posse dos detentos e foram devolvidos. Foto: Colaboração

Investigadores de plantão notaram a movimentação e evitaram, inicialmente, a tentativa de fuga. Com a ação frustrada, começou a rebelião. A Rondas Ostensivas Municipais (Romu) da GM de São José chegou ao local e pediu apoio ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que iniciou as negociações.

Representando os detentos, a advogada Etiane Zanuncine da Silveira negou à Banda B que houve refém no motim. “Eles estão reivindicando melhorias e contra a superlotação. Eles querem melhoras na vagas, transferências, visitas, melhor comida, mais espaço, querem cuidados médicos. Segundo eles, tem doentes, alguns baleados que chegam e não tem cuidados médicos. Fizemos uma negociação, amanhã essa equipe médica vem para fazer avaliação e o Cope se comprometeu a manter a integridade física deles. Acompanhamos a volta deles para as celas, que chamam de x, e foi tranquilo. Entregaram os cadeados, os celulares e tudo que tinham em mãos. Não houve refém, ninguém foi rendido”, contou.

Já o delegado Michel Carvalho, titular da delegacia, afirmou que o carcereiro foi feito refém e usado como escudo para que a fuga fosse concluída. “Foi uma tentativa de fuga, estamos com um excesso carcerário, tem mais de 100 presos, “Conseguiram serrar um dos cadeados e tomaram o carcereiro no momento em que ele entregava as comidas. Eles usaram os chamados estoques e tentaram fugir. Os agentes e investigadores de plantão notaram, causaram um arranhão no carcereiro. Foi uma tentativa frustrada de fugir, então iniciaram a rebelião, chutar as grades e tudo isso”, descreveu.

Ainda à tarde, os presos retornaram para as celas e devolveram o ‘armamento’ usado para tentar a fuga. Segundo as negociações, deve haver transferência de presos e outros pedidos solicitados por eles.