Por Marina Sequinel e Denise Mello

Os pontos mais críticos do Rio Iguaçu se localizam em Curitiba e na região metropolitana, segundo apurou o grupo de revitalização criado pelo governo do Paraná em junho deste ano. Isso acontece principalmente devido ao alto número de habitantes no local, o que contribui para a quantidade de lixo jogada no rio.

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(Foto: Blog/Tribuna do Norte)

“Principalmente na capital, onde ele começa e termina, o caso é complicado. A falta de educação ambiental prejudica ainda mais a situação do rio, que só começa a apresentar melhora na qualidade da água a partir do Porto Amazonas”, disse o gestor de revitalização, Mario Celso Cunha, em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (4).

Entre as ações do projeto, comandado pela Sanepar e em parceria com a Prefeitura de Curitiba, estão a a despoluição do Rio Belém, um dos afluentes do Iguaçu. A previsão, de acordo com o gestor, é de que todo o trabalho seja finalizado em dois ou três anos.

“Nós realizamos uma inspeção em cinco pontos do rio, saímos da BR-277, na junção do Atuba com o Iraí, onde começa o Iguaçu, passamos pelo zoológico, pelo Umbará e Balsa Nova, até chegar no Porto Amazonas”, completou ele.

O grupo espera conseguir recurso federal para dar andamento aos projetos. Até o momento, foram solicitados aproximadamente R$ 600 milhões. “As pessoas precisam entender que o Rio Iguaçu é o DNA do Paraná e faz parte das nossas vidas, nós tomamos a água dele. Muitos reclamam quando há enchentes sem nem se darem conta de que o lixo jogado de maneira indevida é um dos principais responsáveis. Agora é hora de sair da teoria, do diagnóstico, e partir para a prática”, concluiu.