A megaoperação realizada em Ponta Grossa nesta quinta-feira (2) contou com 150 policiais e 35 viaturas, integrando as polícias Militar, Federal, Rodoviária Estadual e Federal, Força Verde, Corpo de Bombeiros e o Grupamento Aeropolicial e Resgate Aéreo (Graer). O objetivo é combater e reduzir a criminalidade. A operação segue até este sábado (4).

“O objetivo é o policiamento ostensivo preventivo. Nossa intenção é evitar que as coisas aconteçam e não esperar para depois agir”, ressaltou o coronel PM, João Jorge, que comanda a operação. Esta é a quarta edição da operação neste ano. “A operação mostra a importância da integração de todas as forças policiais de Ponta Grossa e região”, disse.

Para o secretário municipal de Cidadania e Segurança Pública, Ary Lovato, esta integração policial favorece cada vez mais a segurança da população. “Precisamos do apoio do Governo do Estado”, disse. A Guarda Municipal participa da ação com aproximadamente 80 guardas municipais.

Durante as ações, foram feitos 11 bloqueios em ruas do município. Segundo a Polícia Militar, os resultados da Operação devem ser divulgados ainda no sábado, logo após o levantamento das ações.

GRAER – Para o coronel João Jorge, o grande diferencial desta operação é a presença do Graer. “Além da sensação de segurança é um grande apoio aos policiais que estão em terra”, afirmou. Segundo estudos de segurança, o helicóptero representa 17 viaturas de terra pela visão que possibilita. “Dá tranquilidade para a população, que tem sentido maior sensação de segurança, e aos policiais de terra, pelo apoio aéreo”, frisou.

A principal ação do grupamento é dar apoio às equipes de terra e servir como plataforma de observação, enviando orientações para as ações de solo. Outra faceta é no resgate de vítimas de acidentes automobilísticos ou pessoas enfermas, que são deslocadas para hospitais rapidamente. Na operação, o Graer acompanhou 30 mandados de busca e apreensão, auxiliou as polícias rodoviárias para mapeamento de rotas de fuga em rodovias, e também acompanhou a polícia civil para mapear pontos de tráfico, além de localizar para a polícia ambiental locais de desmatamento.

Atualmente, o Graer conta com quatro helicópteros e um avião de serviço. São duas bases descentralizadas: Curitiba e Londrina. “O governo quer descentralizar o grupamento, mas isto exige tempo e toda uma estrutura de manutenção, segurança de voo, e investimento”, explicou o comandante do Graer, tenente-coronel Orlando Artur da Costa.