Um possível plano para seqüestrar uma pessoa da família do prefeito de Rio Branco do Sul, Cezar Gibran Johnsson (PSC), está sendo investigado pelo delegado Luiz Alberto Cartaxo, do Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) da Polícia Civil do Paraná. A declaração foi dada pelo delegado na noite desta quinta-feira (28), depois que a família do prefeito do município da região metropolitana de Curitiba recebeu um telefonema que provocou pânico. A vítima do sequestro, segundo as investigações, seria uma criança. Johnson teve o mandato cassado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último dia 20, acusado de fraude eleitoral, e recorre da decisão. “São ameaças para me intimidar”, disse o prefeito.

A ameaça foi relatada ao delegado do TIGRE pelo comando da segurança pública do Paraná. “Recebi uma determinação no nosso delegado geral, do secretário de segurança, me informando que havia uma possibilidade de seqüestro em andamento que envolveria a família do prefeito”, contou o delegado à Banda B. Ainda, segundo Cartaxo, depois destas informações ele seguiu para a cidade de Rio Branco do Sul, imediatamente. “Aparentemente estamos na base de preparação, não sabemos se vai ocorrer mesmo ou não, mas com a presença dos policiais aqui na cidade afasta esta possibilidade de acontecer”, completou.

O telefone anônimo com ameaças foi dado no final da tarde desta quinta-feira e, mesmo havendo a suspeita de ser apenas uma tentativa de um golpe, o delegado do TIGRE dará sequência às investigações. “Temos alguns dados que serão seriamente investigados junto com a delegacia local e o Ministério Público-PR”,

Prefeito

Abalado, o prefeito Gibran Johnson, que dias atrás teve a casa alvejada por disparos de arma de fogo, disse que não acredita em “terrorismo político”. “A gente faz parte de um grupo que é contrário ao coronelismo que existia aqui na cidade, estes fatos também estão sendo investigados. Mas acho que estas ações são para tentar me intimidar e fazer com que eu perca o embalo e o gosto de estar na vida política. Mas espero que não tenha nenhum conotação política porque esta situação é muito grave. Não se pode envolver nem brincar com a família de ninguém”, desabafa o prefeito em entrevista à Banda B.

O prefeito disse ainda que irá tomar providências para aumentar a segurança pessoal. “Graças a Deus não aconteceu, mas estou me precavendo para que não aconteça este alarme falso ou um possível plano para acontecer alguma coisa no futuro. Vou me proteger para não acontecer nada comigo nem com a minha família”, finalizou.

Cassação

Cezar Gibran Johnsson teve o mandato cassado por determinação do juiz eleitoral Marcelo Teixeira Augusto, da 156ª Zona Eleitoral, devido fraude eleitoral na disputa de 2012. A decisão foi publicada no site do TSE no dia 20 de fevereiro.Ele permanece no cargo graças a uma liminar.

O pedido de impugnação do mandato do prefeito é porque o ex-prefeito, Amauri Johnsson, pai do cassado, não pode concorrer à reeleição em virtude da Lei da Ficha Limpa. O filho que substituiu o pai na disputa no dia 6 de outubro, portanto menos de 24 horas antes das eleições, teria utilizado as redes sociais para desmentir a substituição com o intuito de induzir os eleitores ao erro. A Justiça considerou esse fato um “estelionado eleitoral”.

O pai com registro indeferido manteve-se em campanha até sábado, às 18 horas, e renunciou em favor do filho sem a ampla divulgação necessária”.

Se confirmada a cassação de Johnsson em instâncias superiores, assumirá a prefeitura de Rio Branco do Sul Valdemar José Castro (PSDB) e seu vice, Clayton Costa Rosa (PSDB).